domingo, 26 de agosto de 2012

Teologia da Verdade e Libertação - XII – Onipresença e Imanência da Divindade.

XII – Onipresença e Imanência da Divindade. Panteísmo, panenteísmo e monismo são três ideias filosóficas semelhantes falsas sobre Deus, as três são a negação do Monoteísmo onde está sim a Verdade, pois existe um só Deus. Deus é Único (Dt 6,4) e não trino, como foi imposto pelo dogma da Santíssima Trindade. O politeísmo também apresenta um conceito errado sobre Deus, mas defende a existência de muitos deuses e não que tudo é Deus. A ideia sofista do panenteísmo foi assumida pelos teólogos católicos cristãos, quando criaram o dogma da Santíssima Trindade, o Deu Uno e Trino, que apresenta e defende que Deus é onipresente. Assim o caminho para o encontro da Verdade ficou mais complexo ainda, pois a ideia da onipresença de Deus agradou muito ao orgulho e à vaidade dos líderes religiosos, que fizerem de tudo para que a Verdade não fosse realmente compreendida e revelada, pois a Verdade será sempre ótima para todos, mas faz medo naqueles, que pensam que já conhecem a Verdade. A ideia sofista do panenteísmo, que diz que Deus está presente em tudo não poderia ser defendida por sábios verdadeiros da atualidade, pois isso só veio dificultar a compreensão e o entendimento da Verdade sobre Deus. Veja o livro: “A Vida Secreta de Deus” (21), do pelo rabino David Aaron, onde o panenteísmo é defendido como verdade. Como em todos os lugares podem existir espíritos, que entram em sintonia com os seres humanos e por causa desta constante presença de espíritos surgiu a ideia da onipresença e imanência de Deus. Deus é o “Espírito Incriado”, que não deseja ser servido, nem reverenciado e nem ser adorado. Deus deseja sim o bem e a felicidade de todos, até daqueles que não o aceitam ou negam a existência dEle. Todo espírito, que deseja ser servido, reverenciado e adorado, é um espírito ainda não evoluído e nem perfeito, mas Deus é perfeito (Mt 5,48) e por isso respeita a liberdade de todos. Quem ensinou que Deus, o plenamente perfeito, bom, sábio e humilde, deseja ou quer receber louvores, serviços e adoração? Isso é uma característica própria de espíritos de seres egoístas, de tiranos e reis, que julgam que devem ser adorados pelos seus súditos. Veja o que escrevi na página 10 do livro: “A Vida Secreta de Deus” (21): ‘Hashem não é um “SER”, que deseja ser servido, inclusive ser adorado. Hashem deseja sim o bem e a felicidade de todos, até daqueles que não o aceitam ou negam a existência dEle. Hashem deseja sim que o amor seja a meta de todos, pois, vivendo e convivendo com amor, todos irão conquistar o autoconhecimento e a plenitude da perfeição (Mt 5,48). Hashem respeita plenamente a liberdade de todos e até daqueles, que não respeitam a liberdade dos outros’. (14/03/2012). Criação e Evolução são conceitos ou ideias complementares e não exclusivistas. Todos nós, que fomos criados, fomos iniciados no ponto “INICIAL” ou no marco “0”; isto é: simples ignorantes. Cada um busca a sua sabedoria, a sua perfeição e o autoconhecimento. Muitos teólogos e pensadores ainda defendem que cada alma ou espírito é uma centelha de Deus; este conceito veio complicar mais ainda o conhecimento sobre Deus, pois Deus não se divide numa quantidade indefinida e quase infinita de “centelhas Divinas”. Toda obra pode demonstrar a capacidade, sabedoria e perfeição do obreiro, mas não faz parte do obreiro. Veja o que escrevi nas páginas 43 a 45 do livro “A Vida Secreta de Deus” (21): ‘Acabando de ler este capítulo, decidi tomar uma decisão de escrever umas verdades aqui agora. A visão ou ideia do autor sobre Deus, da Torá e da Cabalá é completamente sofista. Deus participa sim da história evolutiva da humanidade, mas o processo não é como ensinam os líderes religiosos, nem como está escrito na Bíblia, que contém a Torá e nem como tentou explicar os cabalistas. Deus é sim o Criador Incriado, o ETERNO PRESNTE e o 1º Criador. Deus dirige todo o processo da Evolução Cósmica, incluindo assim os sistemas planetários e cada planeta, mas sempre com sabedoria, perfeição e humildade, pois Deus respeita plenamente a liberdade de todos. De vez enquanto Deus participa diretamente do processo evolutivo, mas só se aproxima do profeta ou do médium quando chega o momento adequado e o profeta ou o médium já esteja preparado para cumprir a sua parcela ou missão com dignidade e perfeição. No ato de sentir a presença de Deus, o ser humano envolvido necessita previamente de muito aprendizado e preparação, pois poderá confundir o Espírito Incriado de Deus com a presença de qualquer um espírito criado. Isso já aconteceu com a maioria dos profetas e dos líderes religiosos, que fundaram novas religiões. Deus, em sua plena perfeição, sabedoria e bondade, sempre quis, quer e quererá o BEM e o melhor para todos, independente da religião, ração e cor do ser humano. Muitos confundem Deus com a Espiritualidade; outros o confundem com o imenso conjunto cósmico, no qual tudo está contido e nada existe fora dele. Todo espírito criado simples e ignorante tem que aprender de tudo em sua caminhada evolutiva rumo à plena perfeição e sabedoria, quando gozará de uma felicidade eterna, já que viverá sempre pleno de AMOR. Todo espírito criado, enquanto encarnado, tem que aprender a obedecer às leis existentes na comunidade física, sejam elas de aspecto físico, moral e ou espiritual. A obediência é essencial para a realização das missões que são assumidas pelo próprio espírito encarnado antes ou durante a encarnação. A obediência gera um acordo ou pacto muito intenso entre os participantes do mesmo e assim surge a fidelidade e confiança de ambas as partes do acordo. Feliz aquele que chegou ao ponto de poder fazer um acordo ou pacto com o próprio Espírito de Deus. Como só Deus, o Pai, sabe a hora certa (Mt 24,36 e Mc 13,32), então Ele nunca exigiu, exige ou exigirá acordos complexos e difíceis de serem cumpridos ou obedecidos. Adão e Eva só não podiam comer do fruto da árvore, que estava no meio (no centro) do Jardim do Éden, mas desobedeceram e então Deus teve que respeitar a decisão deles e se afastou. Logo em seguida vieram outros espíritos e os expulsaram do Paraíso para que eles não comessem dos frutos da árvore da vida e vivessem para sempre. Os tiranos ainda os castigaram para que sofressem todo tipo de dor na vida terrena. Entenda quem puder entender’. (15/04/2012). Cada SER ou Espírito tem sim uma trajetória única, pois cada Espírito tem uma específica caminhada evolutiva cósmica. Agora tudo é muito bem planejado e quanto mais evoluído é um Espírito, mais ele respeita o livre arbítrio dos outros e também tem a liberdade de agir ou não. Muitos pensam que os Espíritos mais evoluídos agem por ordem do Espírito de Deus e até existem aqueles que os confundem com o próprio Espírito de Deus. Outros ainda confundem Deus como o anjo de guarda, pois todos têm o seu anjo de guarda e ainda existem aqueles que possuem uma multidão de espíritos lhes dão auxílio. Isso deu mais ênfase para a ideia da onipresença e ou imanência de Deus, como também o dogma da Santíssima Trindade e do panenteísmo. Cada SER, que foi criado, é um SER único em todo o Cosmo. Eu existo, eu estou aqui e Eu Sou Aquele que Sou. Todo SER criado nunca mais deixará de existir ou de SER. O essencial é saber quem cada um é pelo autoconhecimento e ter a certeza de que todos, que existem, são também essenciais. Quando alguém alcança este nível evolutivo se transforma num novo mestre e fica em condições de desvendar enigmas da criação e até de receber revelações dos espíritos, incluindo o próprio Espírito de Deus, que é o Eterno Presente. A primeira fase da formação de um novo mestre é a perda do medo de tudo, depois ter as fases da coragem e da persistência de ir à busca do conhecimento e entendimento da Verdade, pois o autoconhecimento apenas dá ao novo mestre a liberdade de pensar sem os princípios dogmáticos, que aprendeu e que são bitoladores da liberdade até de pensar. A doutrina do predeterminismo ou predestinação foi sim um grande drama para muitos pensadores, como também a compreensão e esclarecimento com relação ao sofrimento, que sempre foi um grande obstáculo que o ser humano, que é um espírito em evolução, tem que vencer. A predestinação só existe nas fases iniciais da evolução dos espíritos, mas, quando os espíritos alcançam um nível evolutivo mais elevado, eles conquistam o livre arbítrio e assim acaba o determinismo para eles. Uma das coisas mais difíceis para ser dita é como age a Divindade, que respeita plenamente a liberdade de todos e que planejou tudo para que todos fossem plenamente felizes e completos. Todo o planejamento divino nada tem com a doutrina do predeterminismo, pois Deus sempre respeitou o livre arbítrio de todos. O determinismo pode existir sim, mas não da parte de Deus e sim da parte de falsos deuses, que são espíritos criados e exigem obediência cega, e, são também cruéis com quem não os obedecem. A Divindade, que é Deus ou o Eterno Presente, nunca enviou ou ordenou nada para ninguém e nem criou leis ou mandamentos para serem obedecidos. Leis e mandamentos foram e são criados por espíritos criados. Quando chega a hora certa o Espírito de Deus se aproxima e intui, mas nunca impõe a vontade dEle ao profeta indicado e aprovado por muitos e aceito por Deus. Cabe ao profeta aceitar ou não a intuição, realizar ou não o que foi intuído. Deus intervém sim no processo evolutivo da criação planetária e cósmica, mas só quando o profeta já esteja adequadamente preparado para aquele exato momento planetário e ou cósmico. As intervenções ou manifestações de Deus acontecem no íntimo do SER HUMANO, mas essas manifestações e orientações internas de Deus só acontecem com um SER HUMANO em cada geração. Este SER HUMANO tem que ser indicado pela Espiritualidade Inferior e aprovado pela Espiritualidade Superior, depois terá que ser aprovado em suas ações corretas e éticas na vida física, e, finalmente alcançar as condições de receber a presença consciente de Deus e assim se torna um PROFETA. Uma das características da presença de Deus é o aspecto universal da intervenção e orientação para a evolução de todos e não só de um grupo restrito da humanidade. Todo aquele que fala que Deus é transcendente e imanente só mostra a própria ignorância sobre Deus. Para entender bem a Deus torna-se necessário receber as revelações do próprio Espírito de Deus. O grande problema são as revelações dos falsos deuses, que complicaram tudo e os pensadores humanos (os teólogos), julgando-se os donos da Verdade, impuseram inverdades como verdades. Os pensadores necessitam estudar o modo de agir dos espíritos, pois cada espírito possui objetivos e interesses individuais e ou grupais. Quando mais evoluído é um espírito mais abrangente são os objetivos defendidos por ele. O estudo sobre a Espiritualidade pode ser chamado de Espiritologia. Destruir o bloqueio em todo caminho para a procura, descoberta e explicação da Verdade, que liberta, tornou-se uma tarefa quase impossível, pois até o processo de revelação dos Espíritos Superiores foi bloqueado. Existe um princípio universal e cósmico que a liberdade de todos tem que ser respeitada e o respeito como a obediência a este princípio é uma característica da evolução de cada um. Assim é uma verdade que quanto mais evoluído é um espírito, mas ele respeita a liberdade do outro e ou dos outros, por isso Deus, o Espírito Incriado, que é plenamente bom e perfeito, respeita a liberdade de todos. Eu Sou Aquele Que Sou. Deus É Aquele Que É o Eterno Presente.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Teologia da Verdade e Libertação - XV Bibliografia

XIII - Bibliografia:
1 - Bíblia de Jerusalém.
2 - Correspondências próprias enviadas e recebidas.
3 - Livro: “Força Ética e Espiritual da Teologia da Libertação”, do Pablo Richard.
4 - Livro: “Teologia Moral, Ciências Humanas e Sabedoria Popular”, do Frei Bernardino Leers.
5 - Livro: “Lembranças da Minha Vida”, de Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI.
6 - Encíclicas do Papa Bento XVI:
6a - Encíclica: “Caritas in Veritate”, de 29/06/2009, do Papa Bento XVI.
6b - Encíclica: “Deus e amor”, de 25/12/2005, do Papa Bento XVI.
6c - Encíclica: “Esperança Cristã”, de 30/11/2007, do Papa Bento XVI.
6d - Encíclica: “Motu Proprio”, de 07/07/2007, do Papa Bento XVI.
6e - Encíclica: “Sacramento da Caridade”, de 22/02/2007, do Papa Bento XVI.
7 - Livro: “Espiritualidade - um caminho de transformação”, do Leonardo Boff.
8 - Livro: “Brasa sob cinzas”, do Leonardo Boff.
9 - Livro: “Consciência Planetária e Religião - Desafios para o século XXI”.
10 - Livro: “DIÁRIO - A Misericórdia Divina na minha alma”, da santa M. Faustina K.
11 - Livro: “Jesus e Javé: os Nomes Divinos”, de Harold Bloom.
12 - Livro: “Inquisição - Um Punhal sobre a Espanha”. Coletânea de vários autores.
13 - Livro: “Mentiras sobre Jesus: Desafio para o diálogo religioso”, de José P. de Souza.
14 - Livro: “Em Busca da Verdade”, do Eliyahu E. Dessler (rabino).
15 - Livro: “Cultura Religiosa – As religiões o mundo”, do frei Irineu Wilges ofm (bispo).
16 - Livro: “Teologia e Ciências da Religião”, Eduardo R. da Cruz e Geraldo De Mori (organizadores).
17 - Livro: “Tratado de Teologia Profana”, do Huáscar Terra do Valle.
18 - A Codificação do Allan Kardec.
19 - Livro: “Em Plena Liberdade”, do frei Bernardino Leers.
20 - Livros do José Pinheiro de Souza:
20a - “Entrevistas com Jesus: Reflexões Ecumênicas”.
20b - “Mitos Cristãos: Desafios para o Diálogo Religioso”.
20c - “Catecismo Ecumênico: 200 perguntas e respostas à luz da fé raciocinada”.
20d - “Paulinismo: A doutrina de Paulo em oposição à de Jesus”.
20e - “Mentiras sobre Jesus: Desafio para o diálogo religioso” (citação 13 acima).
20f - “Três Maneiras de Ver Jesus: A maneira histórica, a mítica literal e a mítica simbólica”.

Belo Horizonte, 29 de Janeiro de 2012.

Rosário Américo de Resende.
Telefone: 34962160.
E.mail: rosariopazplena@gmail.com

Teologia da Verdade e Libertação - XIV O Libertador é Deus

XII - Poesia sobre a Libertação Final: o libertador é Deus.
O LIBERTADOR
Aqui estou em paz...
Está tudo em paz...
Eu sou o pacificador
E para um bom entendedor
Em mim não existe dor.

Eu sou... E isso me basta.
De tudo o que existe, eu sou um amador...
Sem sentir dor
Já que estou pleno de amor.
Eu sou um libertador

Para todos que, sem amor,
Estão sob o poder de um ditador,
Que só espalha dor.
Eu sou um Criador,
Mas eu não criei a dor.

Para um bom conhecedor
É fácil dizer que o verdadeiro Libertador
Não é o Grande Homem do passado,
Mas é o Grande Homem do presente,
Que no futuro irá receber a grande coroa, um vencedor.

Muitos querem a coroa, como usurpador.
Mas os verdadeiros homens sabem quem é o indicador
Do grande vencedor,
Que receberá a coroa, sem dor.

Eu sou... E tudo sei,
Então sou um conhecedor.
Só pede perdão, quando é pecador
E quem peca é aquele que causa sua dor.

Tudo na vida se aprende, até ser um enganador.
Um enganador não pode ser um instrutor,
Pois ele ainda fala para todos com dor,
Mas, no íntimo, quer ser um Criador
E assim criou a sua dor...
De todo tipo de dor
Eu sou o libertador.
R. A. R., ex-professor da UFMG. B. Hte, 07/01/1997.

Teologia da Verdade e Libertação - XI Pluralismo e Liberalismo Religioso

XI – Pluralismo e Liberalismo Religioso.
Veja o que escrevi nas páginas 254 e 255 do livro (16) “Teologia e Ciências da Religião: A Caminho da maioridade acadêmica no Brasil” sobre pluralismo religioso e diálogo interreligioso:
“Pluralismo religioso e o diálogo interreligioso.
É preciso tomar muito cuidado, quando se faz referência ao “pluralismo religioso” para conseguir um bom diálogo interreligioso.
Dizer que todos os caminhos religiosos são válidos, pois todos levam a Deus, é uma forma de mostrar uma grande ignorância sobre as religiões e as histórias das religiões.
Na realidade o pluralismo religioso é um grande perigo, pois se pode cair num imenso labirinto do sofisma e do qual dificilmente encontrará a saída.
Falar que Deus é um só é sim uma grande verdade. Agora dizer que Moisés, Jesus, Maomé, Martinho Lutero, Calvino Henrique VIII, Joseph Smith, Edir Macedo, R. R. Soares e muitos outros fundadores de religiões foram intuídos por Deus mostra uma grande ignorância de quem diz. Vou comentar apenas sobre os 3 primeiros.
Moisés ensinou e pregou a destruição dos povos que habitavam a Palestina: “Obra executado por Josué”. Moisés também utilizou de magia negra contra o povo egípcio, culminado na 10ª praga, que foi a morte de todos os primogênitos das famílias egípcias (Ex 12, 29 a 34). E também por meio da magia negra derrotou o Faraó com todo o seu exército. Isso sim não teve nada de perfeito ou divino.
Jesus ensinou e pregou o perdão e o AMOR para com todos e até para com os inimigos (Mt 5,44). Jesus ensinou a fidelidade plena em tudo e até no casamento monogâmico. Jesus condenou o divórcio, que é uma lei humana, que legalizou o adultério condenado por Jesus (Mc 10,11 e 12). Isso foi divino e perfeito.
Maomé ensinou e pregou a destruição e a morte aos inimigos do Islã. Maomé ensinou o casamento conforme o regime da poligamia, no qual só a mulher tem que ser fiel ao homem e isso é colocar o homem numa posição de superioridade. Isso não foi perfeito e nem divino.
Toda religião forma uma “imensa egrégora”, que é também o inconsciente coletivo do grupo religioso, que sempre terá como líder máximo o espírito, que foi o mentor do médium ou profeta, que criou o grupo religioso no plano físico. Esse espírito passa a ser considerado como se fosse o próprio Espírito de Deus. Todo fundador e criador de alguma religião (profeta ou médium) continua sendo o principal responsável por todos aqueles, que fizeram, fazem e vão fazer parte da tal religião.
Ninguém pode enganar, destruir, dominar ou matar o outro ou os outros em nome de Deus.
Deus é um espírito (Jo 4,24) e faz parte da Espiritualidade, que é o conjunto que contém todos os espíritos. Existem muitos espíritos, que usurparam o lugar de Deus e como Deus respeita plenamente a liberdade de todos, então Deus tem uma bondade e paciência infinitas para com todos e espera sempre a chegada da hora certa para intervir no plano físico.
No atual momento cósmico, o Espírito de Deus voltou a intervir no plano físico como fez no tempo de Jesus há dois mil anos. Entenda quem possa entender. (22/06/2011)”.
No ano de 2011 tomei conhecimento do fantástico trabalho (20) do José Pinheiro de Souza (JPS), que se libertou dos ensinamentos dogmáticos da ICAR já com os 57 anos de vida como um excelente católico, sendo que em 12 deles ele viveu na Congregação Salesiana.
O JPS libertou-se dos ensinos dogmáticos da ICAR e agora ele precisa se libertar dos teólogos liberais e pluralistas do grupo conhecido como o “Seminário de Jesus”, pois no meu ponto de vista ele está a frente na compreensão da Verdade do que a maioria dos membros do “Seminário de Jesus”.
Eis alguns dos meus comentários escritos no livro (20a): “Entrevistas com Jesus: Reflexões Ecumênicas”:
Pág. 9: Muito interessante mesmo, pois desde o início da minha vivência mediúnica senti a “necessidade” por intuição da Espiritualidade do trabalho em prol da Paz Religiosa. Só agora 31 anos depois vem ao meu conhecimento livros do José Pinheiro de Souza, que pensa como já penso desde o início da minha vida mediúnica. (03/06/2011).
Pág. 13: Ninguém vai prestar contas a Deus, pois Deus AMA indiferentemente a todos e para Deus todos são iguais, desde aquele que está no último degrau da escala evolutiva até aquele que está no primeiro degrau da mesma. (03/06/2011).
Páginas 16 e 17: O AMOR é realmente essencial para implantar a PAZ no seio da humanidade. Jesus, o Mestre do AMOR, ensinou esse caminho há dois mil e por que a PAZ ainda não foi edificada aqui no Planeta Terra?
O profeta da PAZ, o Isaías, já anunciou a vitória da PAZ há quase três mil anos e por que o tempo de PAZ ainda não chegou?
Falar ou defender a equivalência entre as religiões é desconhecer a VERDADE, que liberta (João 8,32) e comentar sobre assunto que não se conhece e testemunhar aquilo que nunca se viu (João 3,11).
A verdadeira construção da PAZ e a vivência do AMOR é realmente a união entre as profecias de Isaías e a pratica dos ensinamentos do Mestre do AMOR, Jesus. Isso é realmente a construção do CÉU aqui na Terra, que é a vinda do Reino de Deus pata toda a humanidade, como Jesus nos ensinou a pedir na “Oração do Pai Nosso” (Mt 6,10).
Agora só poderá falar do CÉU e ensinar a construção do CÉU, quem já conhece o CÉU e desceu do CÉU (João 3,13). Esse é também aquele que vai conduzir a quem quiser à plena verdade, pois ele será o Espírito da Verdade encarnado na terra (João 16,13). Entende quem puder entender... (04/06/2011).
Página 173. “Jesus histórico” e “Cristo da fé”: Quando Paulo falou ou escreveu isso, como todos os outros autores dos livros do NT, então o “Cristo da fé” era sim uma continuação perfeita do “Jesus histórico”, pois todo “ser humano”, quando desencarna continua agindo como agia no plano físico: é isso que ensina a Doutrina Espírita, então o “Espírito de Jesus” continuou agindo conjuntamente com os seguidores dele.
Nesses casos e em função do nível evolutivo do espírito, o “espírito” passa a ter um “poder” tão grande, que protege a todos os seus amigos encarnados. Logo após a desencarnação os agentes do trigo, que são da LUZ, passam a agir com toda a LIBERDADE. Aonde eles chegam tudo se transforma em LUZ e os agentes do joio, que temem a própria sombra, desaparecem no meio da LUZ e fogem para as trevas exteriores, que também estão nos interiores deles, aqui também semelhante atrai semelhante.
Veja, leia e analise os seguintes relatos bíblicos no NT: o nascimento de Jesus (Lc 2,1 a 20); apresentação de Jesus no Templo (Lc 2,22 a 38); os diversos relatos dos trabalhos de Jesus, quando auxiliou aos obsedados; a Transfiguração de Jesus (Mt 17,1 a 13; Mc 9,2 a 8 e Lc 9, 28 a 36); os acontecimentos logo após a desencarnação de Jesus na cruz (Mt 27,51 a 56); o Pentecoste bíblico (Atos 2,1 a 41); o caso do casal Ananias e Safira (Atos 5,1 a 11); a espantosa libertação dos apóstolos do prisão (Atos 5,17 a 33); a intervenção de Gamaliel a favor dos apóstolos (Atos 5, 34 a 42); o discurso e a desencarnação de Estevão (Atos 7); a conversão de Paulo (Atos 9, 1 a 19).
Depois do capítulo 12 de Atos, outros espíritos poderosos e seguidores de Jesus começaram a desencarnar e também começaram a agir no plano astral a favor dos seguidores de Jesus e o primeiro destes foi o apóstolo Tiago, que foi decapitado (Atos 12,2) e imediatamente agiu com o poder da LUZ, que já possuía e libertou o apóstolo Pedro da prisão (Atos 12, 3 a 17).
Com o passar dos dias, dos meses, dos anos e dos primeiros séculos o plano astral foi ficando “cheio de espíritos desencarnados”, que seguiam a “doutrina cristã” e como todos continuam agindo agiam antes, então semelhantes do plano astral aproximavam de semelhantes no plano físico e por causa das ações dos “espíritos desencarnados”, então o conjunto deles passou a ser chamado de “Espírito Santo” (como se fosse um só e não um conjunto), e para representá-los foi criado a 3ª pessoa do Mistério da Santíssima Trindade, que juntamente com a 1ª pessoa, Deus Pai e a 2ª pessoa de Jesus, Deus Filho, formaram o Deus Uno e Trino, que foi transformado em “dogma”.
As disputas do plano físico foram sendo transferidas para o “plano astral” e o conjunto do “Espírito Santo” foi crescendo e crescendo e surgiram novos conceitos: “O Eu Superior e o ego ou eu inferior”.
Finalizando digo que o “Cristo da Fé” dos primeiros seguidores de Jesus, era o próprio Espírito de Jesus desencarnado e o “Cristo da Fé”, depois de Atos 12, passou a ser a “união ou o conjunto de todos os seguidores de Jesus desencarnados. E o “Cristo da Fé” a partir do ano “100” da Era Cristã nada mais tinha a ver com o “Espírito de Jesus”, pois as divisões doutrinárias do plano físico foram para o plano astral.
O “Cristo da fé” da atualidade nada tem a ver com “Cristo da fé” dos primeiros anos da Era Cristã, pois o plano astral está “lotado de seguidores de Jesus desencarnados” e com ideias totalmente apostas entre eles e nem com os ensinamentos de Jesus, enquanto vivia como um ser humano.
É isso que ensina a Doutrina Espírita, a qual os membros do “Seminário de Jesus” não conhecem ou não querem aceitar alguma coisa da Doutrina Espírita?. (07/10/2011).
Eis alguns textos que escrevi no livro (20d) “Paulinismo – A doutrina de Paulo em oposição à de Jesus”:
Pág. 17: Discordo da tese sobre o “Paulinismo” porque quem converteu o Saulo para o Paulo (Atos 9, 1 a 18), que deixou o judaísmo e passou para o cristianismo, foi o “Espírito de Jesus”, que também foi o 1º mentor dos autores dos livros do Novo Testamento. (11/12/2011).
Pág. 121: Digo com toda a sinceridade que quem defende a tese do “Paulinismo” e do “Cristianismo” desconhece de verdade a VERDADE. Este precisa estudar, compreender e se libertar via Doutrina Espírita, Teologia da Libertação e Teologia da Verdade. É necessário fazer uma síntese entre “Paulinismo” e “Cristianismo”.
É duro dizer que todos os membros do grupo “Seminário de Jesus” são sofistas em termo da Teologia e até da Cristologia. Jesus é um “Espírito criado e evoluído”, que encarnou entre nós e ensinou como ser humano e trabalhou como espírito logo em seguida, como o maior mentor de seus seguidores do 1º século cristão (Atos 9, 1 a 18).
Atualmente o Espírito de Jesus está reencarnado na Terra e é irmão do Espírito, que foi sua mãe, Maria de Nazaré. Jesus veio participar do encerramento da transformação da Era de Provas e Expiações para a Era de Regeneração do Planeta Terra. Tenho dito e escrito. Rosário (02/01/2012).
Páginas 126 e 127: Os ensinamentos da Doutrina Espírita nos possibilitam ao estudo e compreensão das ações de um “espírito” durante a sua vida, como encarnado aqui na terra e o que ele fez antes e logo após a desencarnação.
A Doutrina Espírita ensina que um ser humano logo após a sua desencarnação continua pensando da mesma foram e passa a agir em torno daqueles que têm condições de levar adiante as realizações dos seus objetivos, enquanto estava encarnado e foi isso que fez o “Cristo da fé” em torno do apóstolo Paulo (At 9, 1 a 18). O Paulo era um homem em condições de retirar ou libertar seus primeiros seguidores do dogmatismo judaico. Se Paulo não tivesse existido, pois antes da conversão ele era o Saulo, dificilmente iria existir cristianismo, pois os ensinamentos de Jesus iriam sucumbir perante o que tinha ensinado o grande legislador e profeta hebreu, o Moisés. O Moisés é seguido “ipsis literes” pelo judaísmo até hoje. Falta da TV via TL e DE para os condenadores do Paulo. (04/01/2012).
Eis dois textos, que escrevi no livro (20f): “Três Maneiras de Ver Jesus – A maneira histórica, a mítica literal e a mítica simbólica”, de José Pinheiro de Souza.
Pág. 9: A prática do AMOR, no meu ponto de vista, não pode ser adequadamente chamada de “a verdadeira religião”, pois o religioso tem que acreditar em Deus e na vida espiritual e todo bom ateu também pratica atos de AMOR para com todos. (05/01/2012).
Páginas 217 e 218.
Encerrando a leitura deste 6º livro do José Pinheiro de Souza, decidi escrever um pouco sobre a forma imperfeita de ensinar que “Deus está dentro de nós” e outras expressões semelhantes: Cristo interno, o Deus interno, a Centelha ou Chama divina que está dentro de nós.
Veja na 3ª carta escrita para o bispo Dom Célio a explicação, que foi dada sobre o Mistério da Santíssima Trindade e complementada pela carta para o Doutor Carlos Magno Ramos.
Muitos teólogos, filósofos e pensadores confundiram Deus com o imenso conjunto cósmico, no qual tudo está contido, inclusive o Espírito Incriado de Deus e nada existe fora dele. Muitos outros pensaram que Deus era o conjunto de todos os espíritos, que é a Espiritualidade, como já existiam o Deus Pai, que é o ETERNO PRESENTE e Jesus, como Deus Filho, então eles criaram o Deus Espírito Santo para representar a Espiritualidade, que foi criada.
Nós, espíritos encarnados, somos sim um espírito criado em evolução, uns estão mais adiantados do que os outros. Dentro de cada ser humano está um espírito criado encarnado e é este espírito, que já teve muitas encarnações, que é confundido com o Espírito de Deus, que está dentro de cada um, ou com a Centelha ou Chama divina, até mesmo com o Cristo Cósmico, ou o Ser Profundo de cada ser.
Estuda a TV (Teologia da Verdade), TL (Teologia da Libertação) e a DE (Doutrina Espírita) e irá poder entender o que aqui estou tentando explicar.
E também por causa desta forma inadequada de pensar sobre Deus é que surgiu a ideia da imanência de Deus em cada criatura. Isso, para mim, ETA muito claro na resposta dada à pergunta 15 de OLE pelos espíritos: “O homem não podendo se fazer Deus, quer ao menos ser uma parte dele” ou que Deus habite nele de uma forma imanente ou que ele seja uma Centelha ou Chama divina. (Rosário. 23/01/2012. Às 15,16horas).
Veja o que escrevi no livro (19) “Em Plena Liberdade”:
Pág. 3: “Em Plena Liberdade” - Na realidade só poderá existir liberdade quando for aceita e compreendida a Teologia da Libertação por meio da Teologia da Verdade e todos os ensinamentos dogmáticos forem retirados da Teologia. O mistério da fé não explica nada e nem convence mias a quem busca a Verdade com plena liberdade.
Páginas 7 a 11: Pluralismo e Liberalismo Religioso.
Eis aqui um ensinamento bem sofista em termos da Teologia e da Verdade.
Teologia nos ensina a compreender e conhecer cada vez mais a Deus, mas os seres humanos só podem realmente entender a Deus por meio de revelações feitas pelo próprio Espírito de Deus e para receber as revelações de Deus é necessário ter puro o coração (Mt 5,8).
Agora como Deus pode se revelar e todos os espíritos, encarnados e desencarnados, foram criados à imagem e semelhança do Espírito de Deus (Gn 1,27), então qualquer espírito pode também se revelar.
Um espírito criado, enquanto vivi num corpo de carne, recebe muitas informações e ensinamentos, que para ele passam a serem informações corretas e verdadeiras. Os dogmas da ICAR, por exemplo, são verdades, que foram ensinadas como verdades indiscutíveis e absolutas.
Deus não fundou nenhuma religião, então nenhum templo ou igreja de pedra é a casa de Deus, mas todo templo ou igreja de pedra é um local de um líder religioso de um pequeno ou grande agrupamento de pessoas. Qualquer líder religioso defende que a sua igreja é a igreja verdadeira e que foi fundada diretamente por Deus.
Deus não é um patrão que fiscaliza o que se leva para Ele, Deus recebe e trata a todos de uma forma totalmente igual. Deus não um SER a quem devemos prestar contas, pois os que cobram as contas são os “juízes”, que devem obedecer as exigências das leis, que devem ser sempre cumpridas e obedecidas.
A caminhada evolutiva de cada Espírito criado simples e ignorante pode ser representada pela comparação de um “rolo de linha”, que vai sendo feito pelo próprio espírito, enquanto caminha rumo à perfeição.
No início da caminhada o espírito recebe uma certa quantia de linha par ir enrolando em uma de suas pontas, sendo o ponto inicial da caminhada. Quando a quantia de linha acaba, então ele ganha ou adquire um novo rolo de linha e emenda a ponto final do seu rolo com a ponto do novo rolo e continua enrolando o seu rolo. E assim continua fazendo enquanto continua a sua caminhada, que poder ser muito longa ou não.
Enquanto caminha ele mantém diálogos com diversas pessoas, umas possuem mais conhecimentos do que ele e outras nem sonham para que fazem o seu “rolo de linha”. Num dos diálogos, alguém lhe fala que todos estão numa certa disputa enquanto caminham e no final irá vencer aquele que tiver o maior rolo. Outro já fala que o vencedor será aquele que tiver o maior rolo, mas executado com perfeição, então o rolo tem que aparecer com uma bola perfeita. Outros ainda dizem que aquilo é uma bobagem e ninguém precisa fazer rolo algum, pois foi algum lunático que falou sobre isso.
Mas por desconhecimento do futuro e por segurança todos vão fazendo o seu próprio rolo.
Quando alguém descobriu que no “rolo de linha” está registrado todo o passado de cada ser e por meio do mesmo será feito o julgamento final ou conseguir a possibilidade para entrar no “CÉU”, que é um lugar de felicidades e gozos eternos, onde todos irão poder descansar no “Reino de Deus”, que foi preparado para os bons.
Depois vieram muitos outros e ensinaram que um “homem” já tinha ajeitado para que todos pudessem entrar e bastava acreditar no que esse homem disse e ensinou, morrendo por quem acreditasse nele. Esse homem é Jesus e os muitos outros são aqueles, que ensinam e acreditam que Jesus derramou o sangue na cruz por todos aqueles, que acreditaram nele como o único salvador.
Mas alguém, que teve sua vida toda complicada e cheia de pecados e sabia que aquele seu “rolo de linha” tinha que ser grande e que registrava toda a sua história de vida, aproximou-se de um pastor e relatou suas dificuldades. O pastor então lhe deu este conselho, após saber quanto de linha ele já tinha enrolado: “Acredita em Jesus e isso lhe basta. E para a sua tranqüilidade adquire outra quantidade de linha suficiente e entra para o seu quarto e faça um novo rolo, queimando o primeiro e ninguém mais irá saber o que você fez, pois o “sangue de Jesus já o salvou””.
Mas quando chegou a hora de entrar para o “CÉU” foi lhe pedido o rolo e o mesmo estava executado com perfeição. O porteiro do “CÉU” o recebe com alegria e o deixa ficar numa área reservada para todos aqueles que vão chegando e lhe diz: “Fica aqui, pois o seu rolo vai ser revisto pelos responsáveis pela segurança do “CÉU”, pois só poderá entrar quem estiver em condições perfeitas. Agora pode ficar tranqüilo, pois o seu rolo foi feito com perfeição”.
Logo que os responsáveis começam a rever a história daquele, que chegou, viram que o início da linha estava em branco e logo um deles foi conversar com o novato. De cara foi lhe dito:
“O seu rolo é uma enganação, pois a partir de um certo ponto ele estão em branco. Sua vida até ali foi ótima, mas só podemos aprovar a você depois de vermos a parte que está em branco”.
Logo aquele indivíduo se defende dizendo que fez aquilo porque foi orientado pelo pastor “X”.
Então o responsável lhe diz: “Bom, então você vai procurar pelo pastor “X”, pois aqui você não pode ficar. O problema é todo seu com o pastor X”.
Para quem julga e acredita na vida única, o rolo de linha é apresentado como a história de sua vida, onde tudo está registrado e as “emendas” representam as fazes de sua vida. Já para quem conhece as vidas sucessivas os intervalos entre as “emendas” representam cada encarnação, que o espírito já teve.
E cada um chega ao plano espiritual do grupo (ou egrégora) no qual desencarnou. Já a entrada final no “CÉU” só irá depender das atitudes e ações de cada um. Ninguém pode passar para o outro seus créditos pessoais ou ninguém pode “salvar” o outro, mesmo que possua um imenso AMOR.
Só poderá sentir e viver na presença do grupo dos eleitos aqueles que já têm o coração puro (Mt 5,8). E quem libera um SER para ir para o grupo dos eleitos é o fundador da egrégora na qual o SER desencarnou. Após a liberação do fundador, o SER será analisado pelos responsáveis para a entrada para o grupo dos eleitos.
Entenda quem possa entender. (29/01/2012).

Teologia da Verdade e Libertação - X Diário Santa M.F. K.

X - “DIÁRIO - A Misericórdia Divina na minha alma”, da santa Maria Faustina Kowalska.
A feira e agora santa Maria Faustina Kowalska não conheceu nada da Teologia da Libertação e por isso aceitou tudo o que aconteceu com ela, sem discutir com seus confessores e superiores. Ela não conheceu a Verdade, que liberta e desfaz todos os mistérios, pois se apresentou sempre presa à teologia do sangue e do sofrimento para a salvação dos pecadores ensinada pela Igreja.
Foi falado a ela, por algumas vezes, sobre a “ira de Deus” por um “espírito”, que ela julgou ser Jesus e isso mostra um completo desconhecimento de Deus até pelo espírito comunicante, pois o amor de Deus é infinito e irrestrito para com todos (como já foi explicado no primeiro item deste trabalho).
Quanto mais sábio for um ser humano, mais ele respeita e entende aos outros, então pode dizer com toda certeza e confiança que Deus respeita plenamente a liberdade de todos, que estão em busca da perfeição. E isso é o que defende a TL e comprova a TV (João 8,32 e 10,10).
Como a irmã é hoje uma santa canonizada e não sabia nada além da Doutrina Católica, então para ela tudo estava certo, pois acontecia dentro do figurino católico e realmente nada do que acontecia com ela podia ser compreendido e entendido até pelos teólogos católicos.
Agora como o Espírito de Deus, que sabe tudo e escreve certo em linhas tortas, pacientemente soube agir em prol da verdade. O confessor dela, sem entender bem o processo, pediu a ela para escrever tudo, pois assim ele poderia compreendê-la melhor e a aconselharia melhor também. Esse “Diário” (10) por um “acaso tão inusitado e simples”, mas o acaso propriamente dito não existe, só veio ao meu conhecimento no início de 2009 e por empréstimo, quando já tinha decidido a voltar a escrever para membros da hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana. Logo que comecei a lê-lo entendi que era um Diário de relatos semelhantes aos que eu também passei a viver intensamente a partir do início de 1980 e por isso não quis continuar a ler o livro, pois queria um exemplar do livro para mim. E a mesma pessoa que me emprestou livro, que por sua vez o tinha recebido emprestado, conseguiu comprar dois exemplares do Diário por reembolso postal: um para ele e outro para mim.
Isso tudo não pode ser um puro acaso, então tudo foi muito bem planejado antes e por quem tinha a capacidade e o poder de fazer um perfeito planejamento: o Espírito Santo de Deus. Tudo tinha que ficar no absoluto segredo, que foi sendo revelado em partes, à medida que os fatos foram acontecendo. O processo da beatificação foi enviado para Roma no dia 20/09/1967 e com total aprovação do Cardeal Karol Wojtyla. E como Roma aprovou tudo, o lucro é todo meu, pois esse processo me dá meios para defender e provar as minhas teses, mostrando a ignorância de muitos e a própria Verdade, que liberta (João 8,32), como também a direção do Espírito de Deus sobre todos os fatos e acontecimentos, até nos mínimos detalhes, para a vitória do Bem e da Verdade.
Os teólogos, em Roma, não tinham como entender e compreender o processo vivido pela santa Faustina (10), e também não podiam falar nada de uma forma contrária, pois tudo já estava previamente aprovado pelo próprio papa João Paulo II, enquanto ele era o cardeal, que tinha aprovado o início do processo para a futura canonização da santa e humilde freira. Eles não aceitavam os princípios da TL e nunca ouviram nada sobre a TV, por isso não tinham como entender a própria Verdade, pois para eles Deus ainda continua sendo um mistério.
O sofrimento de uns, não salva os outros (Dt 24,16 e Jr 31,29 e 30). A TL e TV nos fazem compreender a felicidade, a vitória, o prazer profundo e belo do AMOR sem dor, como também a autorredenção.
Defender o sofrimento de muitos seres humanos em função do sofrimento de Jesus é uma forma muito mesquinha mesmo, pois se esquece da “verdade, que liberta”; da “vida em abundância” e do “amor” (Jo 8,32; 10,10; 15,12 e 17). É uma negação da bondade e perfeição de DEUS. É necessário entender a Encarnação, a Vida, os sofrimentos, a crucificação, Ressurreição, Ascensão e a vitória de Jesus pela TL e TV, pois só assim torna-se possível compreender a Verdade Absoluta, como também a Bondade e Perfeição de Deus.
A vontade de Deus é que todos estejam e sejam plenamente felizes. Realmente o encontro com Deus é algo tão envolvente e forte que poderia levar à morte física do corpo; então para isso é necessário ter puro o coração (Mt 5,8) e é a verdadeira vitória da VIDA. Também qualquer encontro com outros espíritos bons ou não, do próprio grupo ou não causa uma emoção tão envolvente e profunda que só pode ser compreendida por quem já viveu experiências semelhantes.
O “Diário” da santa Faustina foi-me imensamente útil para entender melhor ainda, o que já entendia, e também para divulgar a Verdade, que liberta, via TL e TV. O CÉU não é um lugar, mas um estado de consciência ou de espírito, que é conquistado por cada SER ou alma e quando alguém o conquista nunca mais o perderá.
No item 112. (Página 58 e 59) a santa irmã Maria Faustina Kowalska descreveu, conforme o parecer dela, três coisas que impedem a alma de se beneficiar da confissão:
1ª) “Quando o confessor tem pouco conhecimento das vias extraordinárias e se mostra surpreso quando a alma lhe desvenda esses grandes mistérios que Deus nela opera”.
2ª) “Quando o confessor não permite que a alma se exprima sinceramente e lhe mostre impaciência”.
3ª) “Quando acontece que o confessor, algumas vezes faz pouco caso das coisas pequenas. Não há nada de pequeno na vida espiritual”.
Citei acima o início do que está no próprio diário, quando a santa Faustina fez os três comentários. Após ler imediatamente pensei no que aconteceu comigo com referência aos confessores e escrevi isso na página 507 do próprio diário:
“Confessores: Os formadores de padres não sabem preparar confessores para saber como irão ouvir, agir e aconselhar às “almas puras e místicas”, como no caso da irmã e Santa M. Faustina.
Meus primeiro confessor e conselheiro espiritual (o padre espiritual) foi o frei Ismael, um frei holandês (1957 a 1960), o segundo foi o frei Patrício de M. F. (1961 a 1963) e o 3º foi o frei Estanislau (1965/1966), quando fui noviço. Apenas o frei Estanislau me compreendeu, após o ano de 1980, mas nunca me deu ajuda pública, só entre 4 paredes.
Confessei e conversei com outros padres, inclusive com meu irmão padre, mas só um me deu uma grande ajuda e eu não o conhecia e nem ele me conhecia, mas ele foi aluno do meu irmão em Petrópolis. Este foi o frei Paulo, um capuchinho. Ele deve ter me dado aquela ajuda, porque foi aluno do meu irmão e o conhecia muito bem, e, julgo que por isso ele me disse o que disse. Confessei com o frei Paulo por uma só vez e foi na Semana Santa de 1987. Após ele ter-me ouvido, quando relatei as minhas experiências místicas ou mediúnicas, vividas após o famoso Janeiro de 1980, ele me disse assim: “Vou lhe dar um conselho, mas antes vou lhe dizer que fui aluno do seu irmão em Petrópolis e ele é uma pessoa fora de série, continue nessas suas buscas e pesquisas para você ter idéias claras e concisas, pois a Igreja não sabe o que ensina para a gente” (2).
Complementando: Digo ainda que esse diário está me dando um grande auxílio, pois estou entendendo melhor a situação de muitos santos e santas, que encarnaram para ajudar a própria Igreja C. A. Romana a encontrar o verdadeiro caminho do AMOR e da PERFEIÇÃO, mas enquanto eles estavam aqui entre nós foram vigiados e até debochados por muitos membros da hierarquia, como já aconteceu com muitos santos e santas”.
E tudo isso ainda acontece. O item “complementando” foi escrito quando digitei todo o material. Tudo o que escrevi no “Diário” da Santa Maria Faustina Kowalska já foi enviado para diversos membros da CNBB e todos eles ficaram em absoluto silêncio. Isso é omissão.
Escrevi nas páginas 58 e 59: Concordei inteiramente com os registros sobre as três coisas, que impedem a alma de se beneficiar da confissão ou do auxílio de um orientador espiritual. Eles não foram preparados para ouvirem e aconselharem às santas almas. As três coisas são: 1ª) Sinceridade e franqueza. 2ª) Humildade e 3ª) Obediência.
E o pior de tudo é o descaso ou a omissão que se nota por parte dos membros da hierarquia da Igreja e, depois da morte, eles mesmos trabalham para a canonização dos futuros santos. Será uma reação de remorso ou de arrependimento por terem omito antes? (D. 644: “E se o Padre me disse que se trata de uma heresia, tenho que me afastar da Igreja?”).
Veja, pense e analise bem o que foi escrito pela humilde freira e como ela deve ter tido um sofrimento profundo para escrever o que escreveu após ouvir de um confessor que o que ela lhe contava era uma heresia!

Teologia da Verdade e Libertação - IX Papa Bento XVI e a TV

IX – Papa Bento XVI e a Teologia da Libertação.
O Sumo Pontífice citou “Deus” como o último recurso e que está sempre ao nosso lado e à nossa disposição. A grande e assustadora verdade é, de verdade, que o Sumo Pontífice não sabe quem é Deus. Deus, para o papa Bento XVI, continua sendo um mistério e que só perdoou o gênero humano porque alguns homens pregaram Jesus na cruz e vendo o sangue derramado como um sacrifício de sangue e de reconciliação, então perdoou a desobediência de Adão e Eva... Isso nunca foi AMOR, PERFEIÇÃO e BONDADE.
Realmente o ser humano torna-se integral por meio da compreensão e conquista da Verdade, tornando-se uma representação viva da caridade. É isso o que ensina a TL e é comprovado pela TV. Uma das bases da TL está no unitarismo, pois o homem, o indivíduo deve ser respeitado e viver de forma integral. Veja como o papa Bento XVI expõe a mesma lógica da TL no item 15 (6a): “pois, a Jesus Cristo, que nos ama, interessa o homem inteiro”.
Tradição (Itens 10; 11; 12 e outros: 6a) – O papa, quando cita São Paulo, Gregório Nazianzeno, Santo Agostinho e São Tomás, deixa claro que a evolução do conhecimento é uma eterna busca da perfeição e da sabedoria de cada ser criado, mas também fica claro que desconhece a Verdade nua e crua, pois não se libertou dos ensinamentos envoltos em mistérios, que foram criados pelos antigos teólogos cristãos.
A Tradição da fé apostólica é algo importantíssimo sim, mas é também muito perigoso, pois os “erros” do passado continuam sendo ensinados como “verdades indiscutíveis”. O papa Bento XVI está preso ao passado, pois os primeiros teólogos cristãos e todos os autores bíblicos, que por ignorância criaram a Bíblia como um conjunto de livros sagrados e assim ficaram “cegos” para ver que Deus é o verdadeiro libertador e respeita plenamente a liberdade de todos. Citar Santo Agostinho é continuar com a aceitação da visão imperfeita, enganosa e até errada do passado.
“Pecado das origens: Pecado original” (Item 34: 6a) – Com essas citações ficou muito clara, para mim, a falta, que faz ao papa Bento XVI, a TL e TV para conquistar a Verdade. Ele precisa aceitar, compreender e divulgar a TL, pois o verdadeiro libertador é Deus. Agora Deus respeita sempre a liberdade e autonomia de todos os outros. Então para que Deus possa agir no plano físico (Teísmo) é necessário que o ser humano também deseje agir.
O mistério da fé é na realidade um grande engano e engodo do fundamentalismo religioso, que cega a todo crente, que ainda não entendeu a TL e muito menos a TV.
O Sumo Pontífice fala na verdade, mas a Verdade de verdade só será compreendida via TL e TV, pois a primeira atitude de quem é livre é compreender melhor a Verdade e entender, que aprendemos muitas coisas como verdadeiras e que não o são. A verdade nos liberta de todos os ensinamentos dogmáticos e princípios bitoladores da nossa liberdade até pensar. O Sumo Pontífice ainda está preso a esses princípios, que foram impostos a ferro e fogo.
A TL surgiu como auxílio de ligação e entendimento entre o verdadeiro Reino de Deus e o progresso tecnológico, que se resume na união perfeita entre Religião e Ciência. Só com essa união será encontrada a solução verdadeira para todos os dramas e enigmas da humanidade. Todo ser humano deseja viver bem, feliz e livre, mas para isso tem que aprender a conviver bem e, em todos os atos de sua vida, tem que fazer somas e divisões perfeitas.
Veja o que foi escrito pelo Bento XVI no item 9 (6a): “A Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados”. Que ótima evolução do conhecimento, pois no passado a Igreja sempre se imiscuiu na política suja dos Estados. Até “guerras” (cruzadas) e “massacres” (albigenses), a Igreja já defendeu e fez.
Religiões: realmente são diferentes entre si, pois as religiões são fundamentadas nos ensinamentos de seus mestres e expressam as vontades dos indivíduos, que foram e são os seus líderes, que não são iguais em atitudes e conhecimentos. Eis ai a evolução do conhecimento geral e de cada indivíduo. O espírito mentor do profeta (ou médium), que fundou uma religião, torna-se o principal responsável por aquela religião; isto é: passa a ser considerado como o “Deus” daquela egrégora.
O Sumo Pontífice ainda não conseguiu encontrar a saída do labirinto criado pelos teólogos há séculos. Veja o que ele escreveu no item 19 (6b): “A caridade da Igreja como manifestação do amor trinitário”. Um dos mais confusos e indecifráveis dogmas da Igreja é o do Deus Uno e Trino, cuja explicação, que me foi revelada, está na 3ª carta para o bispo Dom Célio de Oliveira Goulart (2) e complementada na carta escrita para o Doutor Carlos Magno Ramos (2).
Mesmo que haja uma união perfeita entre dois ou mais espíritos, sempre continuará a existência dos dois ou mais espíritos e nunca um só espírito, mas tornam-se um conjunto de espíritos em plena harmonia. O versículo de 1Cor 6,17, como muitos outros, de São Paulo é sofista e nunca deixa que a Verdade seja compreendida. Ver no item 10 (6b): “Aquele, porém, que se une ao Senhor constitui, com ele, um só espírito (1Cor 6,17)”. A união de dois ou mais espíritos nunca irá ser um só espírito.
Eis aqui uma grande verdade exposta pelo Sumo Pontífice, pois a salvação é autoredentora e não heteroredentora. Veja no item 25 (6c): “O homem não poderá jamais ser redimido simplesmente a partir de fora”. A salvação sempre dependeu, depende e irá depender das ações e atos do indivíduo (Veja Mateus 25,1 a 46).
Caridade é doação e não recepção. O verdadeiro e puro amor é doação e recepção. Os problemas na realidade não são frutos da globalização, mas dos sentimentos egoístas de indivíduos e de grupos de indivíduos, que só pensam neles.
A verdadeira caridade é o ato de fazer algo de bom com bens próprios ou ação para outros de uma forma irrestrita e sem esperar nada em troca. A caridade é bondade e está acima da justiça, pois quem julga tem que ser justo e cumprir bem as leis existentes. A caridade na verdade está acima da lei e não julga (Jo 1,17). Caridade é um ato de doação e dada de graça sem a exigência de algo em troca.
Veja o que foi escrito no item 4 (6a), onde fica clara a necessidade da compreensão da Verdade: “Sem a verdade, a caridade acaba confinada num âmbito restrito e carecido de relações; fica excluída dos projetos e processos de construção de um desenvolvimento humano de alcance universal, no diálogo entre o saber e realização prática”. Por que a sua Santidade, Bento XVI, como o cardeal Joseph Ratzinger, não fez isso com o teólogo Leonardo Boff o que ele mesmo recomendou depois? A atitude dele sem diálogo com o Boff, o que prejudicou a compreensão da Verdade via TL, pois o conhecimento das verdades realmente liberta e torna-se possível a compreensão da TV.
Veja o que o Bento XVI escreveu item 17 (6a): “Somente se for livre é que o desenvolvimento pode ser integralmente humano; apenas num regime de liberdade responsável, pode crescer de maneira adequada”. Penso que o Sumo Pontífice não é uma pessoa adequada para falar em “liberdade responsável”, pois ele não aceitou a liberdade de outros, cito apenas o caso do teólogo Leonardo Boff e a Igreja nunca aceitou a liberdade religiosa dos outros povos por muitos séculos, e, principalmente dos próprios teólogos católicos com ideias mais avançadas ou libertadores.
O Bento XVI fala em missão profética dos seus antecessores, como também da dele. E por que os papas deixaram a Igreja agir com tantas vilezas e maldades durante quase 15 séculos, desde o século IV até ao século XIX?
O Sumo Pontífice fala sobre a Verdade e cita o relacionamento das Pessoas da Trindade na única Substância divina e se perde no “confuso labirinto criado e imposto” pelos teólogos com relação a Deus, que é Único e Uno (Dt 6,4). Ele confunde Deus com a Espiritualidade, que é o conjunto de todos os espíritos e ou com o conjunto cósmico, no qual tudo está contido e nada existe fora dele.
O papa Bento XVI fez uma análise fantástica do progresso, que é fruto do conhecimento e que tanto pode ser usado para o bem de todos ou não. O progresso tecnológico fornece meios para que os seres humanos possam ter uma vida mais digna e em abundância (Jo 10,10), mas também fornece armas e meios contrários à vida e à liberdade para muita gente. Trigo e joio (Mt 13, 24 a 30 e 36 a 43) estão misturados em toda parte, chegou o momento da separação. Quem faz essa separação é o próprio joio, pois um elemento do joio elimina o outro, os elementos do joio agem com egoísmo e desejos de vingança. Os que já são do trigo só amam e respeitam plenamente a liberdade dos outros.
Gostei dos artigos desta Encíclica (6d) do Bento XVI sob a forma de Motu Proprio Summorum Pontificum e a liberdade de ação e de culto, como foi exposto, deverá ser estendida também no processo de busca da Verdade, que liberta (Jo 8,32). Quero ressaltar o caso do arcebispo Lefebvre, quando o mesmo juntamente com os seus seguidores, queria continuar celebrando a “liturgia” conforme o Missale Romanum, antes do Concílio do Vaticano II, e que foram tratados com muito mais amor e compreensão pelo papa Bento XVI do que pelos antecessores dele. O arcebispo Lefebvre e seus companheiros foram até excomungados e esta sim não foi uma atitude cristã, ética e nem perfeita.
No item 37 (6b): “Mas quem pretender lutar contra Deus tomando como ponto de apoio o interesse do homem, com quem poderá contar quando a ação humana se demonstrar impotente?”, o papa Bento XVI seguiu a linha do Gamaliel, citada em Atos 5,34 a 42, que, pode-se dizer, salvou a vida dos apóstolos com uma intervenção perante o Sinédrio Judeu. Ele também ‘condenou’ a posição assumida pelo papa Pio IX, que fez isso quando criou o dogma da infalibilidade papal em 1870, pois o Pio IX se considerou superior a Deus, pois só Deus é infalível.
Veja no item 48 (6c): “Então terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal”. OK e é isso que defende a TL, pois a salvação ou a redenção é pessoal, individual e não coletiva. Agora quem nasce do alto, é porque já desceu do alto e cria dentro de si (animismo) uma imensa vontade de ajudar que os outros também conquistem suas redenções ou salvações. Cada SER é o único responsável pela sua própria salvação, pois se um SER fosse salvo por outro, então não haveria mérito próprio e assim a felicidade nunca seria plena.
Um grande erro de todos os cristãos foi a aceitação e crença de que a humanidade foi redimida pelo sangue de Jesus derramado na cruz. A morte de Jesus foi uma consequência dos ensinamentos libertadores, que passou a ensinar e também por causa do enfrentamento de Jesus para com os líderes religiosos contemporâneos a ele.
O Sumo Pontífice fala da e sobre a Fé, mas ainda não conseguiu explicar com clareza e lucidez a grande vitória de Jesus, que começou a ensinar a libertação para o povo dos mandamentos, que só traziam o povo aprisionado às vontades dos líderes religiosos, que desconheciam a bondade de Deus e a libertação, que estava ao alcance de todos por meio do entendimento e compreensão da Verdade.

Teologia da Verdade e Libertação - VIII Teólogos e a TL

VIII - Teólogos defensores da Teologia da Libertação.
Entre os vários livros e artigos do Boff, que li o primeiro me foi emprestado por um de meus irmãos, cujo título era: “Vida Além da Morte”, se não me engano. Lembro de que o assunto que mais me interessava em função do título e do capítulo foi também o que mais me decepcionou, pois ele apenas citou algumas frases do teólogo Santo Agostinho, que morreu no ano de 430. O que ficou claro mesmo para mim é que o grande teólogo da Libertação estava ainda bitolado teologicamente no início do V século da Era Cristã sobre assuntos além da morte do corpo físico.
O Boff não conseguiu ver e nem entender as artimanhas dos inimigos de Jesus e da Igreja e confundiu tudo. Inicialmente, ele, o Boff, descumpriu os votos solenes, que fez, quando começou a atacar e até a caluniar seus superiores, aos quais ele prometeu obediência, pois o papa é o superior maior de todo católico e, principalmente dos religiosos católicos como são os franciscanos, que fizeram livremente os votos solenes de pobreza, obediência e castidade (veja o livro: “Igreja Carisma e Poder”).
O Boff deveria se humilhar como fez Pierre Teilhard de Chardin, quando por ordem de Roma deixou as cátedras europeias e foi para a China ser missionário de simples e poucos católicos, pois o Boff não aceitou o segundo pedido de “silêncio obsequioso” em 1992 por parte de Roma, como já tinha aceitado em 1985, mas deixou a hierarquia da ICAR, deixando também a TL órfã, pois ele era o seu principal defensor. A teologia do Boff, para mim, tornou-se colorida, primeiro foi da cor vermelha do marxismo ateu e do PT, quando não soube diferenciar a Doutrina Social da ICAR da ideologia marxista ateia e tirânica, e, agora é o verde do PV. Após deixar a hierarquia foi parar no meio dos ecologistas, que o receberam de braços abertos, mas como foi formado na Teologia dos mistérios e não em Ecologia, então misturou tudo criando mais confusão em torno da Teologia. Ele, para mim, nunca irá conquistar a Verdade, pois perdeu-e na TL e nunca irá chegar na TV. Ele ainda apoiou politicamente a pessoas defensoras da descriminalização do aborto e aborto para a Bíblia é crime, pois mata um ser vivo completamente inocente, que não pode se defender. O Boff ainda está preso nos princípios bitoladores da Doutrina Católica, porque ele entendeu a TL numa visão exotérica e não esotérica, ficando então perdido no caminho para encontrar a própria Verdade, que liberta.
Escrevi uma 2ª carta (2) para o Boff no dia no dia 05/05/1997, após ter lido e ficado mais decepcionado ainda com ele em função do livro: “Brasa sob Cinzas” (8), onde ele defendeu “sexo livre” (páginas 20 e 21). Quando outro frei leu os trechos onde ele defendeu o sexo livre, o mesmo perdeu a compostura e falou assim: “Eu duvido que ele não fez nada. Quando ele pediu a licença à Roma das ordens sacerdotais, foi um grande alívio para todos, pois toda a hierarquia sabia que ele vivia maritalmente com a secretária dele”. Só acredito que isso seja verdadeiro se o Boff ou a secretária dele confirmar o que foi dito, mas a reação do franciscano foi de espantar a qualquer um.
No mesmo livro ele não condenou o terrível e vil voto guerreiro Jefté, quando o citou para comentar sobre uma virgem, que morreu virgem sem ter praticado sexo! Ele deveria condenar e até explicar a grande ignorância do líder político e guerreiro de Israel. Jefté fez o que hoje chamamos de magia negra, pois sacrificou a própria filha (Jz 11, 39). Se hoje é crime e errado, no passado também o era. Mas o Boff defende e diz que o choro das amigas da jovem não foi pela ignorância do pai em cumprir o voto vil e criminoso, mas porque uma jovem morreu virgem. Relação sexual por relação sexual nunca foi AMOR. O adultério foi condenado por Jesus até pelo pensamento (Mt 5,28).
Comprei, li e estudei o livro “Consciência Planetária e Religião – Desafios para o século XXI ” (9) porque o Boff citou-o no artigo do jornal O TEMPO do dia 04/09/2009, quando escreveu sobre a filiação da Marina Silva no PV. Sobre este livro e seus autores digo apenas isso: Teologia é uma ciência bem diferente da Ecologia e só consegue entender isso quem já se encontrou a saída do labirinto, que foi criado pelos teólogos cristãos nos 20 séculos de cristianismo. Muitos ainda confundem Deus com a obra de Deus e defendem que Deus está imanente em toda criatura. Isso cheira panteísmo ou monismo.
No livro “Espiritualidade - um caminho de transformação” (7), o teólogo Leonardo Boff confunde o Espírito de Deus com a “Espiritualidade”, que é o conjunto de todos os espíritos, inclusive do Espírito de Deus (Jo 4,24) e ou com o imenso conjunto cósmico, que é o TODO e no qual tudo está contido e nada existe fora dele. Após ler mais esse livro ficou claro para mim, além da falência do Boff como um verdadeiro teólogo e defensor da TL, ele se complicou também como mestre.
Após ter lido o livro: “Lembranças de minha vida” (5), do cardeal Joseph Ratzinger deu para entender um pouco do drama existente entre o cardeal Joseph Ratzinger e o teólogo Leonardo Boff. Hoje dou razão ao papa Bento XVI, pois realmente o Boff estava errado quando não conseguiu ver a diferença entre a Doutrina Social da ICAR e do Evangelho com a ideologia enganosa do comunismo marxista ateu.
O Boff deveria ter se humilhado e aceito o 2º pedido de silêncio por Roma, seguindo o caminho e o exemplo do teólogo e padre jesuíta Pierre Teilhard de Chardin, e, ai ele iria ter tempo para entender e reconhecer que a TL é para todos e não só para os pobres (OPP). A libertação também só acontece via conhecimento e compreensão da verdade (João 8,32 e 16,12 a 15). Quem sabe ele poderia até ter chegado na compreensão da Verdade ou da TV?
O Boff deveria estudar e entender bem a epístola de Paulo a Filêmon, pois isso iria ajudá-lo a entender com clareza a TL e até, quem sabe, a TV. Ele, como franciscano, era um verdadeiro comunista, pois os franciscanos por livre e espontânea vontade renunciam a tudo e fazem os votos solenes de castidade, pobreza e obediência, vivendo assim num verdadeiro sistema comunista, pois tudo entre eles é comum. Ele não conseguiu separar a verdadeira doutrina social da Igreja, que é evangélica e até comunista, pois no início os cristãos tinham tudo em comum (Atos 2, 44 e 45) da enganosa e traiçoeira ideologia do marxismo ateu, que nunca foi comunista, mas sistemas de governos tirânicos, que tomavam tudo de todos e tudo pertencia ao Estado. Agora o “Estado” era de uns 5 a 10% da população, que reinava com o poder de vida e morte sobre todos os outros 95 a 90% da população, que eram apenas escravos ou servidores do Estado.
No livro (3) “Força Ética e Espiritual da Teologia da Libertação” do Pablo Richard vê-se a continuação de uma visão exotérica e não esotérica da TL: “Nossa proximidade era maior com os revolucionários ateus que com os opressores idólatras” (página 27) e também “Devemos assumir o opção preferencial pelos pobres e excluídos” (página 38). As bases da TL do Pablo Richard são ainda muito bitoladoras, pois a principal libertação só virá por meio da compreensão da Verdade, que liberta (João 8,32).
No livro (16) “Teologia e Ciências da Religião”, também continua a visão exotérica da TL. No capítulo “O Círculo hermenêutico na Teologia da Libertação”, o autor Paulo Sérgio Lopes Gonçalves cita 87 vezes a palavra “fé”, só páginas 189 e 190 a palavra “fé” foi citada por 36 vezes. Quanto mais “fé” tem o crente, menos ele terá condições para conhecer e entender a Verdade, pois a “fé” cega o crente. Os homens-bombas possuem sim uma imensa fé e por isso eles agem como agem, quando suicidam matando os inimigos de sua crença. Veja o que foi escrito na página 192: “Sem os pobres, a Teologia da Libertação não consegue visibilizar o conteúdo da fé com eficácia. Sem a fé, o discurso na perspectiva dos pobres se torna ideologia e, portanto, não será teologia. Para ter os pobres como locus theologicus faz-se necessária a hermenêutica em sua integralidade de movimento de compreensão e de interpretação, no qual a história, as diversas ciências e as fontes do conteúdo da fé se movimentam como um jogo, cujo objetivo é que os horizontes da fé e dos pobres se fundam na constituição do supracitado novum”. O autor escreve e escreve, mas nada explica, pois a visão dele da TL é exotérica e está bitolada pela cegueira da fé. Ele precisa conquistar a libertação nua e crua e a verdade, via TL e TV

Teologia da Verdade e Libertação - VII A História de cada um

VII - A História de Cada Um e a minha história.
Cada ser humano tem a sua história e eu também tenho a minha. Cada ser humano nasceu numa certa família no seio da humanidade e aprende, inicialmente com a vida familiar e pelo exemplo dado por seus pais. Depois vai começar o aprendizado religioso conforme a crença de seus pais.
O desenvolvimento de cada pessoa é algo sempre individual. Quando um SER consegue o seu desenvolvimento (sua salvação ou libertação), ele passa para os outros como foi que conseguiu sua salvação ou redenção, divulgando assim o caminho que trilhou. Para ser realmente livre o homem integral tem que conhecer e entender a verdade via TL e TV, se autoconhecer e até tem que conhecer a verdade sobre Deus, acabando com todos os mistérios e principalmente o mistério da fé.
Na constante busca e compreensão da Verdade, que é um somatório de verdades individuais e coletivas, tudo o que cada um aprendeu e aprende ele pode ou não transferir para a posteridade. No campo científico, seja nas ciências exatas ou sociais, fica mais fácil provar e comprovar o que foi descoberto. No campo religioso o processo fica mais complicado, pois assuntos religiosos ou teológicos são fundamentados em experiências e vivências místicas, que têm características bem individuais e ou até anímicas, e, isso nunca pôde ou pode ser provado ou comprovado conforme os conhecimentos científicos, pois até com um único individuo existem vivências e experiências, que nunca se repetem.
É normal também que os irmãos mais novos sigam o caminho aberto pelos mais velhos, isso também aconteceu comigo. O meu primeiro irmão a ir para o Seminário Seráfico Santo Antônio foi o segundo mais velho e em 1945, exatamente no ano do meu nascimento. E para o mesmo seminário foram mais 7 irmãos, seguindo o caminho aberto pelo primeiro e eu fui um deles. Fui para o seminário em 1957, época em que quase todas as celebrações litúrgicas da ICAR ainda eram em latim.
No ano de 1958, com a eleição do papa João XXIII, que já era um velho cardeal, iniciou-se profundas mudanças no seio da ICAR, pois o novo papa e já um velho homem foi o responsável pelo Concílio do Vaticano II. Mudanças radicais começaram a acontecer e o latim foi eliminado das celebrações litúrgicas. O que antes era o certo e correto passou a ser considerado como não certo e aconteceu até um cisma por intermédio do ultraconservador, o bispo Lefebvre, juntamente com os seguidores dele. Gostei muito da atitude do papa Bento XVI, que retirou a proibição do latim em celebrações litúrgicas em 07/07/2007 na encíclica “Motu Próprio” (6d).
Em Janeiro de 1980 comecei a viver experiências novas (místicas, conforme os ensinamentos da ICAR; paranormais, conforme a parapsicologia; transtornos bipolares e ou esquizofrênicos, conforme a psiquiatra e ou mediúnicos, conforme a Doutrina Espírita), que não foram entendidas por um dos meus professores do seminário, do qual fui aluno por 6 anos (1958 a 1963), sendo que em 3 deles ele ainda foi o meu padre espiritual. Eu não era um desconhecido deste meu professor, mesmo assim ele me falou assim no dia 11/01/1980, por telefone e pessoalmente: “Li tudo o que você escreveu e não há nada de novo, é só problemas da atualidade. Você precisa é de psiquiatra e não de padre”.
Também, no início, o meu irmão padre não entendeu bem o que acontecia comigo, pois tivemos também um diálogo no dia 11/01/1980 e ele passou a noite seguinte na minha residência. No dia 12/01/1980, ele tomou a decisão de me levar à Clínica Pinel, que fica na Pampulha, Belo Horizonte, onde tomei remédios, que na gíria são chamados de “sossega leão” e voltei para casa, pois outro irmão, que também estava presente, tomou a decisão de que eu não iria ficar internado na tal clínica. O meu irmão padre e psicólogo só começou a me compreender depois de uns 4 anos.
As atitudes destes dois freis franciscanos foram muito benéficas para mim, pois, em função do que eles fizeram comigo, eu fiquei completamente livre da orientação deles e pude ir à busca da Verdade, que liberta (Jo8,32). Posso até dizer que fiquei livre das rédeas ou dos cabrestos deles e passei a poder ir onde bem quisesse. (Relato tudo isso para que a Verdade possa ser compreendida com mais facilidade por aqueles que a buscam de verdade e com toda a liberdade).
Minha vida mudou-se completamente, mas como só eu tinha certeza absoluta que estava vivendo experiências semelhantes às dos profetas e de outros personagens bíblicos, então fui entendendo que teria de enfrentar tudo sozinho. Em Janeiro de 1980 julguei que tinha começado a receber intuições e revelações do “Espírito Santo”, mas basicamente ninguém entendeu nada e no início eu não conseguia entender bem porque ninguém me compreendia e nem me ajudava. Tudo era considerado como loucura para todos e principalmente para os psiquiatras com os quais eu estive.
Tive que parar de lecionar na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, pois verdadeiramente nem eu entendia bem o que estava acontecendo comigo e não recebi auxílio de ninguém. Posso dizer que fui abandonado na estrada ou no labirinto da Vida e sozinho tinha que encontrar uma saída ou a solução dos meus problemas. Até minha família ficou contra mim, pois por orientações de psiquiatras eu tinha que ser vigiado, pois tudo o que eu fazia era fruto e justificativa da minha loucura.
Comecei a compreender melhor a Deus a partir de Janeiro de 1980, que deixara de ser um mistério para mim, e quanto mais eu entendia todo o processo menos era compreendido por todos os outros. Em Agosto de 1982, durante uma missa dominical, vivi um intenso fenômeno místico, quando me foi revelado uma de minhas vidas passadas, mas isso ninguém entendeu e aceitou (Vide a carta para o papa João Paulo II; a 8ª carta para o frei Basílio e a 4ª para o bispo Dom Célio (2)). Em Agosto de 1983 recebi da Espiritualidade uma revelação explicativa sobre o Mistério da Santíssima Trindade conforme é ensinado pela ICAR. Deus, o Espírito Incriado, tornou-se realmente UNICO (Dt 6,4) e UNO para mim (vide a 3ª carta para o bispo Dom Célio, escrita em 29/01/2000 e a carta para o Dr. Carlos Magno Ramos de 21/02/2000 (2)). O Espírito de Deus é só a 1ª pessoa do Mistério da Santíssima Trindade, tudo o que foi criado e está no plano físico é a 2ª pessoa do Mistério e o que está no plano espiritual é a 3ª pessoa do mesmo. No ano de 1984 recebi também por revelação uma chave para compreender, decodificar e entender toda a Bíblia (Vide as 4 cartas para o padre e teólogo e padre João Batista Libânio e a 9ª, que foi escrita para o frei Basílio(2)).
Os remédios psicofármacos, que me foram receitados por psiquiatras, não me permitiram mais pensar com liberdade e nem registrar mentalmente qualquer assunto novo, que lia. Houve um remédio, o litium, que tomei no início que nem me permitiu ler, pois à medida que começava a ler, iniciava a ver umas asinhas pretas saindo das letras e logo via um borrão preto em toda a página. Este fato me colocou em grande desespero, pois todo o meu trabalho dependia de leituras. Com auxílio de um amigo, fui conduzido a outro psiquiatra, que me receitou outros remédios: haldol e akineton. Este psiquiatra me fez exames clínicos e de reflexos neurológicos, concluindo que eu não precisava dos remédios fortes receitados pelo psiquiatra anterior. E assim comecei a compreender que os psiquiatras não tinham um conhecimento padronizado sobre os desequilíbrios mentais e cada um tinha um jeito particular para agir perante seus pacientes.
Em Maio de 1982 tive que aceitar a entrar de licença médica no INSS, o que aconteceu no dia 25/05/1982, pois não dava mesmo conta de trabalhar por causa dos sintomas bitoladores dos remédios psicofármacos, que são cadeias químicas, mas para os outros, e, principalmente para os psiquiatras, tudo acontecia por causa da minha esquizofrenia, loucura ou doença mental. Fui aposentado por invalidez em 01/08/1985 e com a ajuda de uma amiga consegui voltar à ativa no dia 19/03/1986, mas antes tive que cancelar uma aposentadoria por invalidez em 10/02/1986. Para conseguir o cancelamento dessa aposentadoria não consegui nenhuma ajuda da área de assistência social do INSS, que também foi procurada por mim. Completei 60 anos em 19/04/2005 e tive que aposentar por idade no início de Maio de 2005, pois na empresa, onde trabalhava, era exigido o afastamento do trabalho para todos os funcionários sexagenários.
Desde o início de 1980 tentei dialogar com vários padres e até com bispos, mas não consegui auxílio e compreensão de nenhum deles de uma forma pública, pois entre quatro paredes recebi auxílio e compreensão de alguns deles. Mais a frente vou citar algumas frases, que foram incluídas da 2ª carta para um bispo, para explicar essa minha atual forma de pensar.
Tomei conhecimento da Teologia da Libertação num curso para leigos sobre exegese da Bíblia durante os anos de 1987 até 1989 e assim pude me compreender melhor e também o que acontecia comigo, como também compreender o que tinha que fazer aqui nesta minha encarnação. Foi em função desta minha compreensão, que a partir de 1988 comecei a escrever para muitas pessoas, principalmente para vários membros da hierarquia da ICAR (2), sobre o que passei a viver, misticamente falando, e a aprender por meio de revelações, como também sobre tudo o que ia compreendendo e descobrindo. Sabia que tudo iria me ser muito útil no futuro e também para todos aqueles, que realmente quisessem estudar e compreender a Verdade, mas tive sempre o cuidado de ir divulgando apenas partes das revelações para cada pessoa à medida que as ocasiões iam chegando.
Só revelei um grande conjunto de informações na apostila enviada para os 8 cardeais brasileiros. Essa divulgação foi feita por orientação divina no 1º semestre de 2000. Aqui vou divulgar apenas a carta introdutória da apostila, que foi enviada no 1º trimestre de 2001 para os 8 cardeais brasileiros:
“Belo Horizonte, 21/29 de Março de 2001.
Sua Eminência Cardeal... (Citei o nome de cada cardeal na apostila, que lhe foi enviada).
Desejo-lhe muita paz, muita luz e muita liberdade para poder pensar livremente, pensando assim no já pensado e encontrar a VERDADE verdadeira. A Verdade Absoluta nos é apresentada sob o segredo do mistério e o medo do inexplorável ou mesmo do infinito inatingível.
É muito sério o que tenho para dizer, Dom Cardeal, e o Senhor é um digno representante da hierarquia católica apostólica romana. Nem cheguei a fazer a profissão simples, pois o noviço Frei Aloísio Resende ofm saiu do Convento de Santa Maria dos Anjos em 1966, Betim, MG, às vésperas da profissão simples.
Estou enviando-lhe todo este meu trabalho, como também o estou remetendo para os outros 7 Cardeais brasileiros, porque não posso e nem aceito ser omisso. Esta minha atitude é porque o assunto é realmente muito sério e não quero forçar a presença de algum intérprete ou tradutor, que não mereça a minha confiança e não seja plenamente fiel a quem me ajuda. Se eu o enviasse para “outros” cardeais, que não são brasileiros, obrigaria que terceiros tomassem conhecimento de tudo o que estou apresentando.
Na minha carta (2) de 02/09/1989, que enviei para a Sua Santidade, o Papa João Paulo II, escrevi assim, quando sintonizei pela 1ª vez com Deus-Pai-Mãe e com Jesus de Nazaré:
a) “5º) No dia 12/04/1984, ali pelas 15,30 horas quando também sintonizou comigo o próprio DEUS-PAI... Era o infinito tornando-se finito ou o finito tornando-se infinito... Era o impossível sendo possível”.
b) “6º) No dia 20/11/1984, DEUS-PAI tornou-se DEUS-PAI-MÃE, outra emoção indescritível, pois o mistério da VIDA tornava-se limpo e claro... Isto é: sem nenhum mistério mais”.
c) “3º) Em 25 e 26/11/1983, quando Jesus sintonizou comigo pela primeira vez... O sentimento foi indescritível... Era viver de corpo e alma no céu ao lado de Deus... na presença de Deus”.
O “Espírito Santo”, que fez do meu corpo uma morada para Ele, orientou-me para tomar esta iniciativa, pois não podemos ser omissos e temos que trabalhar já que o Pai trabalha. Jesus já nos ensinou e orientou: “Meu Pai trabalha até agora e eu também trabalho” (Jo 5,17).
Pela seqüência das cartas (44), todo o objetivo do meu trabalho e a minha identidade cósmica vão sendo revelados. O meu preço é a PAZ PLENA na terra inteira.
Espero contar com a sua ajuda e compreensão. O mesmo espera de sua Eminência o “Espírito Incriado”, que é Deus-Pai-Mãe e que nos respeita com plenitude, pois se assim não o fosse Ele não seria DEUS.
Um grande abraço de quem queria seguir “o próprio passado”, sem ter tido uma ótima compreensão do presente e o que não permitiria o cumprimento do planejamento para o futuro, que era o encontro da VERDADE e a sua divulgação. Rosário Américo de Resende”.
Explicações sobre as citações acima (2):
a) – Vide a 8ª carta escrita para o frei Basílio e a 4ª escrita para o bispo Dom Célio.
b) – Vida a carta escrita para o Paulo Coelho.
c) – Vide a carta escrita para o Narciso.
Tomei a decisão de só citar alguns textos da carta enviada para o Papa João Paulo II, porque pensei que algum dos cardeais iria me responder e até me pedir cópia desta carta. Mesmo tendo enviado todo esse material, não recebi nenhum comentário de nenhum dos cardeais brasileiros. O silêncio profundo por parte da hierarquia da ICAR continuou sendo a única resposta. Eu estou cumprindo a minha parte e não estou sendo omisso, pois aprendi dos próprios membros da hierarquia da ICAR que não se pode pecar por omissão.
Das 44 cartas, que escolhi para serem anexadas a esta apostila, apenas a 4ª, que foi escrita em 21/01/2001 para o bispo Dom Célio de Oliveira Goulart, foi rascunhada durante o 2º semestre de 2000, pois fiquei esperando a resposta da 3ª carta enviada para ele em 29/01/2000 durante todo o ano e só enviei a 4ª no início de 2001 para que a mesma fosse incluída na apostila, que estava sendo preparada.
Vou divulgar aqui dois textos da 2ª carta enviada para o bispo Dom Aldo: o início e onde relatei frases ouvidas ou escritas de membros da hierarquia da ICAR.
1º) “Belo Horizonte, 07 de Dezembro de 2001.
Caro irmão em Cristo, Dom Aldo Di Cillo Pagotto, desejo-lhe muita PAZ, e que o “Espírito Santo” o ilumine para que encontre a VERDADE, que realmente liberta.
A minha primeira reação, logo que li a sua resposta, foi a vontade de fazer o que quase todos os teólogos fizeram comigo: “Fugir para o silêncio, que é uma fortaleza inexplorável onde os fracos e ou os pseudos-sábios se refugiam”. Se tomasse essa atitude tornar-me-ia um omisso, e aprendi que a omissão é também uma falha muito grave na constante busca da Perfeição e da VERDADE. Também não seria honesto e sincero para com aqueles que necessitam de mim, e nem fiel para com DEUS, que confiou plenamente em mim.
Li e reli várias vezes a sua resposta com 65 palavras e, quanto mais a lia, mais me decepcionava com as suas palavras e sua atitude. Depositei uma grande esperança em sua pessoa, pois sei que o Sr. já participou do programa “Espiritismo Via Satélite”. Isso para mim provava o seu aspecto ecumênico, compreensivo e liberal. Julgava que o Sr. era alguém preparado para dar-me auxílio na busca, compreensão e divulgação da VERDADE, que realmente liberta, e juntos, chegaríamos à VERDADE ABSOLUTA.
Dom Aldo, o Sr. escreveu-me: “Procurei ler e compreender. Não ouso fazer nenhum comentário a respeito, nem entrar no mérito de alguma questão elencada. Devolvo-lhe o opúsculo, acreditando que V. S. deva procurar ajuda psicológica, além de orientações específicas no campo da Fé cristã”.
Tentei entender a sua resposta, mas só pude compreender que se o Sr. realmente leu tudo o que lhe enviei, parece que não entendeu nada ou esqueceu-se de tudo pela sua própria resposta.
Quando o Sr. aconselhou-me a “procurar ajuda psicológica”, teve a mesma atitude dos padres que procurei de 1980 a 1986, como está escrito na carta de 04/12/1997, página 2, escrita para o Padre Oscar Gonzalez Quevedo, carta esta que ainda está sem resposta. A partir de 1987, como está escrito nas páginas 2 e 3 da mesma carta, relato várias rejeições que muitos Padres e até um Bispo tiveram para comigo, e o Sr. não trouxe nenhuma novidade ou esperança para mim. A sua posição foi até muito mais decepcionante em função do “opúsculo” que lhe enviei.
Parece também que não leu a carta de 07/04/2000 escrita para o Bispo Dom Frei Boaventura, principalmente os itens 12 (Brian L. Weiss) e 13 (O Argumento Psicológico), onde apresento opiniões de psicólogos, analistas e psiquiatras completamente atéias e até muito ignorantes em matéria de Fé, e de Fé Cristã. A Psicologia e a Psiquiatria caminham no campo da ciência, e ficam muito longe do Evangelho, da Fé e do Misticismo, que nos ensinam a buscar o amor, a VIDA e a DEUS. Como o Sr. me devolveu o “opúsculo”, vou repetir algumas frases que ouvi dos “profissionais da mente” com os quais estive, psicólogos, psiquiatras e analistas, que foram escritas na página 8 da carta de 07/04/2000:
- “Até Jesus tinha problemas mentais, é por isso que ele fazia milagres”. (De um psiquiatra 1983).
- “Nós não nos interessamos por religião. Nós somos como a FIFA, e qualquer país, que for o campeão mundial de futebol, está ótimo”. (De uma psicóloga em 1982)
- “A psicologia acaba com os traumas religiosos”. (De um psiquiatra em 1981)
- “O Frei X se salvou porque estudou psicologia, e o Frei Y se complicou porque foi estudar religião. Religião não resolve os dramas da vida. O Frei Y está esquizofrênico” (Esta veio de um analista Padre em 1982, o que é mais lamentável ainda).”
...
2º) “Dom Aldo, das cartas que lhe enviei, 3 são para Bispos católicos e 8 para Padres, nenhum destes teve a caridade e humildade de me responder, dando-me orientações com relação à Fé cristã. Por que será? O Sr. recomendou-me para procurar orientações específicas no campo da Fé cristã, e por que não o fez? Não se julga à altura? Ou me julga como um grande herege, e que para mim não há mais solução? Pela sua condição de ser um membro da Hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana, teria que ter entendido a razão principal do meu gesto em enviar-lhe o meu “opúsculo”: “Encontrar alguém que me ajude a entender a VERDADE ABSOLUTA conforme à Fé cristã!”.
Na carta de 04/12/1997, escrevi a posição de vários padres, e algumas escritas em cartas, mas nenhum estendeu-me realmente a mão como todo verdadeiro cristão deveria fazer. Parece que se esqueceu de ler isso também!!! Ou se leu, por que deu aquele conselho: “... procurar orientações específicas no campo da Fé cristã”?
Dom Aldo, o Sr. é um membro da Hierarquia Eclesiástica, um bispo que é um dos sucessores dos apóstolos de Jesus, e por isso lhe enviei o meu opúsculo, esperando seus comentários e orientações, como lhe escrevi em 21/08/2001. Ficaria até muito mais contente e satisfeito com o Sr., se nada me respondesse. Se o Sr. ficasse em silêncio, iria julgar que, pela sua posição perante toda a Hierarquia Eclesiástica, teria agido com muita prudência e sabedoria, pois seria bem arriscada qualquer decisão sua com relação ao meu trabalho; isto é: discutindo comigo as minhas idéias, que são revolucionárias.....
Leia, estude e analise bem estas frases escritas na carta de 04/12/1997:
- “É melhor não conversarmos mais. Não concordo com o que você escreveu e não quero discutir com você” (De um bispo por telefone em 1997).
- “É melhor que não conversemos, pois eu pesquiso para um lado e você para o outro”. (De um frei franciscano em 1984, que foi meu contemporâneo do seminário).
- “A nossa posição perante você, Rosário, é ficarmos calados, pois aquilo que é, é. Não é a roupa que interessa, e o que Deus planejou acontecerá, mesmo que muitos ajam contrariamente ao Projeto de Deus”. (De um frei franciscano, por carta e que foi o meu Padre Mestre, quando fui noviço).
- “Vou lhe dar um conselho: continue nesses estudos e pesquisas, para você ter idéias claras, pois a Igreja não sabe o que ensina para a gente”. (Em 1987 de um frei capuchinho, após uma confissão).
- “Estou gostando de conversar com você, e estou muito contente mesmo”. (De um bispo em 1997).
- “Como é bom ouvi-lo. Estou alegre mesmo”. (Idem).
- “Quero ler sim, mas apenas o que você escreveu para o Papa”. (Idem)
- “Claro que não podemos negar os fatos. A gente sente você plenamente normal”. (Do meu Padre Mestre).
- “Sei que você está elaborando uma síntese de pensamento grandioso e universal”. (Por carta de um frei franciscano).
- “A sua carta revela grande manuseio e conhecimento da Escritura. Hoje ela é um mundo de pesquisa e descobertas”. (Por carta, de um teólogo e padre jesuíta).
- “Não vou argumentar nada com você para não profanar o grande segredo, a grande revelação”. (Por carta de um frei franciscano).
Dom Aldo, não podemos julgar que o outro está errado, e denegri-lo ou difamá-lo só porque pensa diferente daquilo que a gente pensa e acredita. Temos que aprender a aprender com o outro, que, às vezes, sabe mais do que a gente”.
...
Vou citar ainda mais algumas frases, que me foram ditas no período em que buscava auxílio e compreensão, também quando procurei companheiros, que pudesse me dar ajuda na realização da missão sobre a Paz e a Verdade:
- “Você acha que não entendo de Bíblia? Eu estudei a Bíblia por 12 anos e não tenho tempo mais de conversar com você” (Meu pároco no 4º trimestre de 1982).
- “Nada disse existe! Tudo é ilusão de sua mente”. (Frase dita por um dos meus professores de seminário em 1984).
- “Se você quiser vir aqui para participar do grupo de jovens, então pode vir! Agora se você quiser é conversar, então não venha, pois eu não tenho tempo”. (Frase dita por um padre por telefone, em 1984).
- “Eu não entendo disso. Não quero saber disso e não tenho tempo para conversar mais com você”. (Frase que me foi dita por um bispo em 1988, o qual me foi indicado por uma monja, que já tinha me indicado o padre de 1984, citado acima).
- “Aquela cabeça branca não sei mais da minha frente! Como você teve a petulância de me falar sobre reencarnação numa hora de confissão! Não quero conversar mais com você”. (Frase que me foi dita por telefone por um confessor em 1988, quando já tinha aceito a conversar comigo sobre alguns dogmas do catolicismo sem ele saber que eu já tinha confessado com ele antes).
- “Jesus não explicou isso e eu também não vou explicar”. (Frase que me foi dita em 1988, por um padre jesuíta, quando perguntei a ele sobre o que acontecia no momento da morte, pois, para mim, era uma comprovação do “dualismo grego”, que ele estava condenando. O corpo vai para a terra e o espírito para o plano espiritual).
- “Se os freis: Patrício, Estanislau e Basílio não deram conta de manter diálogos com você, então eu também não quero conversar com você para poder orientá-lo depois”. (Frase, que me foi dita por um frei franciscano em Julho de 2008).
- “Se você veio aqui para confessar, então estou pronto a ouvi-lo. Agora se você veio aqui para conversar, então eu não vou ouvi-lo, pois desde que me ordenei padre, tomei a decisão de só ouvir confissões!” (Frase que me foi dita por um frei franciscano em 2009, quando o procurei para dialogar).
No ano de 2003, ouvi esta frase de uma responsável por uma reunião de tratamento espiritual num Centro Espírita:
“Você é muito útil à nossa reunião, mas desde que você fique calado aqui”.
Eu respondi para ela: “Bom, calado eu sou útil, mesmo sem vir aqui”. E deixei aquele grupo pela 3ª vez.
Sei que para quase todo mundo é um absurdo o que divulgo, mas tenho que cumprir a minha responsabilidade em torno da Paz e da Verdade, que foi colocada sobre os meus ombros.
...
Eis o e.mail que enviei para mais de 250 membros da CNBB no dia 29/08/2010:
“Paz plena...
Caro irmão em Cristo, um grande e fraternal abraço.
Que o Espírito Santo de Deus possa nos ajudar a encontrar a solução para os atuais problemas da Igreja e do Planeta Terra.
Como está escrito na mensagem de hoje (29/08/2010), este é o último e.mail que estou enviando para todos os endereços de membros da CNBB, que estão no meu sistema.
Conforme o que me foi orientado, como está na própria mensagem, digo que daqui para frente só irei escrever mais para quem me responder, pois até hoje o silêncio, que é uma forma de omissão foi a prática geral de todos.
Estou e estarei sempre à disposição para com aqueles, que realmente desejem implantar na Terra o Reino de Deus, como Jesus nos ensinou a pedir ao Pai na oração do Pai Nosso (Mt 6, 9 a 13).
Sei que não é fácil para ninguém entender o que está acontecendo e nem é fácil para que eu faça o que estou fazendo desde o final de 1988.
Paz plena para todos na Terra... O irmão em Cristo, Rosário Américo de Resende.
P. S.: Eis as duas últimas mensagens:
(Enviei as mensagens de 22/08/2010 e de 29/08/2010).

Teologia da Verdade e Libertação - VI Paz Plena

VI - Paz plena.
Quando todos os líderes políticos, financeiros, econômicos e religiosos forem altruístas e trabalharem para a harmonia e a PAZ, o terror e as guerras serão coisas apenas históricas. O Reino de Deus só será implantado na Terra via entendimento e divulgação da Verdade, que liberta (Jo 8,32) e da plena fidelidade em tudo: isso sim será a Paz Plena, a “Nova Jerusalém”, que é o tempo da PAZ PLENA. O tempo ou a hora certa para a realização das profecias de paz do profeta Isaías chegou, que é também o da implantação do Reino de Deus ou dos Céus entre nós, aqui na Terra mesmo, como Jesus nos ensinou a pedir na oração do Pai-Nosso (Mt 6,10). O Reino de Deus ou dos céus não é o próprio Espírito de Deus.
Todo ser humano deseja viver bem e livre de imposições alheias, seja de pessoas, do Estado natal ou conquistador. Esse desejo de ser livre é fruto do Projeto da Criação de Deus, no qual todos serão livres e perfeitos. Toda liberdade individual para ser perfeita exige ou implica o respeito à liberdade do outro e de todos os outros. Como os indivíduos vivem em sociedades e nem todos são perfeitos, então se torna necessária a criação de “leis” para regular a VIDA em comum entre todos.
A sociedade por sua vez necessita de uma hierarquia, onde são criadas as leis para que os direitos e deveres de todos sejam respeitados e cumpridos. Para haver PAZ entre todas as sociedades não podem ser geradas disputas entre elas e nem entre suas classes, então tem que existir um sistema direcionador e harmonizador de toda a Sociedade Terráquea. Este sistema só será possível quando houver um Governo Central do Planeta Terra.
A solução verdadeira e definitiva só virá por meio da Verdade, que liberta (Jo 8,32), do AMOR para com todos e da compreensão de quem é cada um pelo autoconhecimento e de quem é Deus. Todos querem viver em paz (profecias de Isaías) e viver a vida com abundância (João 10,10), e, Jesus nos ensinou e até mandou que amássemos uns aos outros (Jo 15,17), incluindo até os inimigos se ainda os tivermos (Mt 5, 44). Para viver em paz torna-se necessário aprender a conviver em paz.
A globalização é o caminho para implantar na Terra a Paz Plena, como já foi profetizada pelo o profeta Isaías há quase 3 mil anos. E para a grande e absoluta vitória da paz deverá haver na Terra uma administração centralizada ou única, acabando de vez com as possibilidades de pessoas tirânicas, corruptas e inescrupulosas roubarem de um povo e viverem regiamente em paraísos fiscais ou em outros países com os frutos do roubo.
O primeiro objetivo do Bem é o indivíduo e depois a comunidade. A comunidade só existe porque os indivíduos existem, então o bem coletivo nunca pode sufocar o bem individual. Agora um indivíduo pode renunciar o seu bem individual em prol do bem coletivo. A meta maior de todo SER criado é a conquista de sua perfeição com a plenitude de sabedoria e depois trabalhar em prol da perfeição dos outros.
A grande solução está na compreensão da Verdade e do próprio ser humano, pois na realidade tudo depende do nível evolutivo do indivíduo, pois pessoas (indivíduos) evoluídas são seres altruístas e humanistas de berço, pois estes espíritos já deixaram o egoísmo para trás há milênios e trazem, quando reencarnam, toda essa sabedoria arquivada no inconsciente profundo. Os seres evoluídos são protetores da VIDA, desde o inicio na fecundação até a vitória final pela libertação do espírito, mesmo ainda estando no corpo de carne.
O AMOR para ser vivido e convivido, humanamente falando, tem que existir os outros.
A importante e decisiva solução para todas as comunidades existentes no Planeta é a implantação da “Paz Plena” por meio da compreensão da Verdade e do próprio ser humano. Havendo paz não haverá a necessidade dos fabulosos e quase incalculáveis custos, gastos e investimentos em torno das guerras e da manutenção do próprio estado de guerra entre os países. Esses fabulosos recursos serão utilizados para o BEM COMUM e até com drásticas reduções dos impostos sobre os bens básicos e essenciais à VIDA para todos. Estamos vivendo o momento da profecia de Jesus, que está em Mateus 5,4: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”, pois na Era da Regeneração só irão poder reencarnar no Planeta Terra os mansos e ou os que já estão em níveis superiores ao dos mansos.
Estamos começando a viver a Era da Paz Plena, que pode ser também chamada de Reino de Deus, Reino dos Céus, Nova Jerusalém, Nova Era e ou Era da Regeneração. O nome dado ao momento que vivemos não interessa, o que realmente interessa é o Bem Comum. Por meio do discernimento e da inteligência (Ap 13,18), os seres humanos irão conhecer a Verdade, que liberta (Jo 8,32) e assim irão entender que a solução realmente está na união. Essa união, que irá salvar o Planeta Terra, está muito clara no ensinamento da Torre de Babel (Gn 11,1 a 9), só que os seres humanos, representados por seus líderes, terão que entender o ensinamento invertido, veja o que está escrito: “Eis que todos constituem um só povo e falam uma só língua. Isso é o começo de suas iniciativas! Agora, nenhum desígnio será irrealizável para eles” (Gn 11,6).

Teologia da Verdade e Libertação - V Marxismo

V - Marxismo Ateu.
O marxismo é ateu, então nenhum teólogo poderia ter-se unido com os marxistas. Joio e Trigo não se misturam. O Joio só utiliza do trigo enquanto o mesmo lhe seja útil. Os líderes do marxismo agiram com desejos egoístas e tirânicos, já os teólogos, que defenderem a TL, desejavam levar vida em abundância aos pobres (Jo 10,10), pois esse é o objetivo da Doutrina Social da ICAR. A ideologia marxista é em teoria ótima, mas a prática nada teve e tem a ver com a teoria. Os líderes do marxismo prático foram lobos humanos, que usaram das classes pobres para tomar para eles aquilo que os ricos tinham, mas os pobres continuaram sem ter o direito de ter alguma coisa, pois continuaram pobres. Até o direito de pensar ou crer de uma forma própria foi negado aos pobres e a todos pelos líderes do marxismo ateu.
A prova e comprovação da vileza do marxismo ateu foram o roubo ou a usurpação do nome “comunismo” do cristianismo ou catolicismo nascente e verdadeiro para enganar a todos: “Todos os que tinham abraçado a fé reuniam-se e punham tudo em comum, vendiam suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos, segundo as necessidades de cada um” (Atos 2, 44 e 45) e “A multidão dos que haviam crido era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava exclusivamente seu o que possuía, mas tudo entre ele era comum. Com grande poder os apóstolos davam o testemunho da ressurreição do Senhor, e todos tinham grande aceitação. Não havia entre eles necessitado algum. De fato, os que possuíam terrenos ou casas, vendendo-os, traziam os valores das vendas e os depunham aos pés dos apóstolos. Distribuía-se então, a cada um, segunda a sua necessidade (Atos 4,32 a 35).
Os cristãos partilharam sim os seus bens, mas com total liberdade e bondade de coração, o verdadeiro e puro comunismo. Um verdadeiro, honesto, puro, bom e perfeito sistema comunista está dentro de um convento franciscano, pois todos os freis vivem numa perfeita comunidade, tudo entre eles é comum e não existem propriedades particulares entre eles. Cada frei tomou livremente a decisão de renunciar a tudo pelos votos solenes de castidade, pobreza e obediência para viver em comunidade.
Agora aconteceu que muitos freis franciscanos e dominicanos, pessoas que viviam realmente em comunidades como verdadeiros comunistas cristãos, que pensaram que o sistema de vida pretendido pelos marxistas ateus fosse igual ao que eles viviam dentro dos conventos franciscanos e dominicanos. Essa falha de vários freis foi sim um erro quase imperdoável, pois eles eram pessoas altamente instruídas e tinham condições de compreender as atitudes vis e enganadoras dos lobos vestidos com peles de ovelhas, que estavam a frente das revoluções marxistas e comunistas ateias.
O marxismo ateu fanatizou e enganou a muitos, inclusive a importantes e sábios teólogos, que não conseguiram distinguir a Doutrina Social da Igreja, a partir do papa Leão XIII, que sempre teve como objetivo primordial a defesa das classes pobres e dos grupos de excluídos, pois os ricos e a maioria se defendem por si mesmo, da ideologia marxista ateia.
O grande erro do Karl Marx foi o da visão puramente materialista, quando negou a existência da Espiritualidade, inclusive de Deus, que também é um Espírito. Marx esqueceu-se do principal: a liberdade do indivíduo. Todo indivíduo busca primeiro viver em liberdade e depois viver bem. Os marxistas impuseram suas vontades e tomaram tudo dos outros indivíduos e até a liberdade deles de poderem pensar de uma forma diferente. O comunismo marxista foi uma grande enganação, pois procurou equalizar a população por baixo, sob um rigorismo e severo controle dos líderes, que tinham todo o poder e até o direito de prender, condenar a trabalhos forçados e finalmente de matar os que discordavam deles.
Os comunistas ateus eram contrários às propriedades particulares, pois tudo deveria pertencer ao Estado, mas apropriaram do Estado e tomaram tudo para eles (uns 5 a 10% da população). A ideologia marxista, que é ateia, nunca poderia ter sido aceita e ou apoiada pelos bons teólogos católicos, que defenderam a TL, que não foi compreendida por eles, já que não conheciam como ainda não conhecem também a Verdade nua e crua, pois para esta faltam-lhes o conhecimento e o esclarecimento advindo da TV. Deus, o verdadeiro libertador, continua sendo para todos os teólogos um mistério oculto sob a fachada da fé, que cega.
A exclusão de Deus foi um dos grandes erros do marxismo ateu, que foi apoiado por muitos teólogos cristãos da TL e por isso os teólogos caíram em outros erros. Veja no item 78 (6a) como o papa Bento XVI expôs com clareza esse erro do marxismo: “Pelo contrário, o fechamento ideológico a Deus e o ateísmo da indiferença, que esquecem o Criador e correm o risco de esquecer também os valores humanos, contam-se hoje entre os maiores obstáculos ao desenvolvimento. O humanismo que exclui Deus é um humanismo desumano”.
Os adeptos do ateísmo, mas sem o marxismo, às vezes, têm muito mais razão e lógica em suas ideologias do que os adeptos do deísmo e ou teísmo, que ficam perdidos no mistério em torno de Deus. Falta a todos uma melhor compreensão da Verdade, que liberta (Jo 8,32). Os marxistas foram ateus, que agiram como lobos e aves de rapinas, sem nenhum AMOR para com os pobres, pois obrigaram todos a ficarem pobres e tinham que obedecer cegamente as decisões do Partido, senão eram conduzidos ao paredão de fuzilamento ou condenados a trabalhos forçados na Sibéria.
Um erro cometido pelos defensores da TL foi o de tentar unir a enganosa ideologia marxista ateia com a Doutrina Social da Igreja, baseada no Evangelho e que está muito clara e praticada em Atos 2 e 4 (citações acima).
Os frutos do marxismo ateu estão se tornando uma realidade na vida atual dos europeus. A Europa livre não aceita mais usar símbolos religiosos de sua própria história, com a desculpa da própria liberdade de crença. O ateísmo também é uma forma de crença e para o ateísmo não pode existir nenhum símbolo, que induza ideias espiritualistas, pois tudo termina com morte física do corpo.
Nenhum governo com ideologias marxistas e ateias conseguiu implantar na prática os princípios, que foram defendidos em teoria, de levar a liberdade (Jo 8,32) e uma vida digna (Jo 10,10) para todos os membros da sociedade. Nos governos marxistas tudo pertencia ao estado e o Estado era dos líderes do Partido Comunista. Estes governos se mantiveram no poder por várias décadas porque tomaram o poder por meio de revoluções e de cara mataram a todos, que eram contrários a eles e depois todos os que não aceitavam o sistema marxista eram presos, torturados, obrigados a trabalhos forçados ou simplesmente eliminados nos porões do próprio Governo.