sexta-feira, 10 de junho de 2011

Teologia da Libertação - O libertador

X - Poesia sobre a Libertação Final: o libertador é Deus.
O LIBERTADOR
Aqui estou em paz...
Está tudo em paz...
Eu sou o pacificador
E para um bom entendedor
Em mim não existe dor.

Eu sou... E isso me basta.
De tudo o que existe, eu sou um amador...
Sem sentir dor
Já que estou pleno de amor.
Eu sou um libertador

Para todos que, sem amor,
Estão sob o poder de um ditador,
Que só espalha dor.
Eu sou um Criador,
Mas eu não criei a dor.

Para um bom conhecedor
É fácil dizer que o verdadeiro Libertador
Não é o Grande Homem do passado,
Mas é o Grande Homem do presente,
Que no futuro irá receber a grande coroa, um vencedor.

Muitos querem a coroa, como usurpador.
Mas os verdadeiros homens sabem quem é o indicador
Do grande vencedor,
Que receberá a coroa, sem dor.

Eu sou... E tudo sei,
Então sou um conhecedor.
Só pede perdão, quando é pecador
E quem peca é aquele que causa sua dor.

Tudo na vida se aprende, até ser um enganador.
Um enganador não pode ser um instrutor,
Pois ele ainda fala para todos com dor,
Mas, no íntimo, quer ser um Criador
E assim criou a sua dor...
De todo tipo de dor
Eu sou o libertador.
R. A. R., ex-professor da UFMG. B. Hte, 07/01/1997.

Teologia da Libertação - Diário da Sta Faustina

IX - “DIÁRIO - A Misericórdia Divina na minha alma”, da santa Maria Faustina Kowalska.
A feira e agora santa M. Faustina Kowalska não conheceu nada da Teologia da Libertação e por isso aceitou tudo o que aconteceu com ela, sem discutir com seus confessores e superiores. Ela não conheceu a Verdade, que liberta e desfaz todos os mistérios, pois apresentou-se sempre presa à teologia do sangue e do sofrimento para a salvação dos pecadores.
Foi falado a ela sobre a “ira de Deus” por um “espírito”, que ela julgou ser Jesus e isso mostra um completo desconhecimento de Deus, pois o amor de Deus é infinito e irrestrito para com todos.
Quanto mais sábio for um ser humano, mais ele respeita e entende aos outros, então pode dizer com toda certeza e confiança que Deus respeita plenamente a liberdade de todos, que estão em busca da perfeição. E isso é o que defende a Teologia da Libertação (João 8,32 e 10,10).
Como a irmã é hoje uma santa canonizada e não sabia nada além da Doutrina Católica, então para ela tudo estava certo, pois acontecia dentro do figurino católico e realmente nada do que acontecia com ela podia ser compreendido e entendido até pelos teólogos católicos.
Agora como o Espírito de Deus, que sabe tudo e escreve certo em linhas tortas, pacientemente soube agir em prol da verdade. O confessor dela, sem entender bem o processo, pediu a ela para escrever tudo, pois assim ele poderia compreendê-la melhor e a aconselharia melhor também. Esse “Diário” (10) por um “acaso tão inusitado e simples” só veio ao meu conhecimento no início de 2009 e por empréstimo, quando já tinha decidido a voltar a escrever para membros da hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana. Logo que comecei a lê-lo entendi que era um Diário de relatos semelhantes aos que eu também passei a viver intensamente a partir do início de 1980 e por isso não quis continuar a ler o livro, pois queria um exemplar do livro para mim. E a mesma pessoa que me emprestou livro, que por sua vez o tinha recebido emprestado, conseguiu comprar dois exemplares do Diário por reembolso postal: um para ele e outro para mim.
Isso tudo não pode ser um puro acaso, então tudo foi muito bem planejado antes e por quem tinha a capacidade e o poder de fazer o planejamento: o Espírito Santo de Deus. Tudo tinha que ficar no absoluto segredo, que foi sendo revelado em partes, à medida que os fatos foram acontecendo. O processo da beatificação foi enviado para Roma no dia 20/09/1967 e com total aprovação do Cardeal Karol Wojtyla. E como Roma aprovou tudo, o lucro é todo meu, pois esse processo me dá meios para defender e provar as minhas teses, mostrando a ignorância de muitos e a própria Verdade, que liberta.
Os teólogos, em Roma, não tinham como entender e compreender o processo vivido pela santa Faustina (10), e também não podiam falar nada de uma forma contrária, pois tudo já estava previamente aprovado pelo próprio papa João Paulo II, enquanto ele era cardeal. Eles não aceitavam nada da Teologia da Libertação e não tinham como entender a própria Verdade, pois para eles Deus continua sendo um mistério.
O sofrimento de uns, não salva os outros. A Teologia da Libertação nos faz compreender a felicidade, a vitória, o prazer profundo e belo do AMOR sem dor.
Defender o sofrimento de muitos seres humanos em função do sofrimento de Jesus é uma forma muito mesquinha mesmo, pois se esquece da “verdade, que liberta”; “vida em abundância” e do “amor” (Jo 8,32; 10,10; 15,12 e 17); é uma negação da bondade e perfeição de DEUS. É necessário entender a Ressurreição, Ascensão e a vitória de Jesus pela Teologia da Libertação, pois só assim torna-se possível compreender a Verdade. A vontade de Deus é que todos estejam e sejam plenamente felizes. Realmente o encontro com Deus é algo tão envolvente e forte que poderia levar à morte física do corpo; isto é: a verdadeira vitória da VIDA.
O “Diário” da santa Faustina foi-me imensamente útil para entender melhor ainda, o que já entendia, e também para divulgar a Verdade, que liberta, via Teologia da Libertação. O CÉU não é um lugar, mas um estado de consciência ou de espírito, que é conquistado por cada SER ou alma e quando alguém o conquista nunca mais o perderá.
No item 112. (Página 58 e 59) a santa irmã Maria Faustina Kowalska descreveu, conforme o parecer dela, três coisas que impedem a alma de se beneficiar da confissão.
1ª) “Quando o confessor tem pouco conhecimento das vias extraordinárias e se mostra surpreso quando a alma lhe desvenda esses grandes mistérios que Deus nela opera”.
2ª) “Quando o confessor não permite que a alma se exprima sinceramente e lhe mostre impaciência”.
3ª) “Quando acontece que o confessor, algumas vezes faz pouco caso das coisas pequenas. Não há nada de pequeno na vida espiritual”.
Citei acima o início do que está no próprio diário, quando a santa Faustina fez os três comentários. Após ler imediatamente pensei no que aconteceu comigo com referência aos confessores e escrevi isso na página 507 do próprio diário:
“Confessores: Os formadores de padres não sabem preparar confessores para saber como irão ouvir e aconselhar às “almas puras e místicas”, como no caso da irmã e Santa M. Faustina.
Meus primeiro confessor e conselheiro espiritual (o padre espiritual) foi o frei Ismael, um frei holandês (1957 a 1960), o segundo foi o frei Patrício de M. F. (1961 a 1963) e o 3º foi o frei Estanislau (1965/1966), quando fui noviço. Apenas o frei Estanislau me compreendeu, após o ano de 1980, mas nunca me deu ajuda pública, só entre 4 paredes.
Confessei e conversei com outros padres, inclusive o meu irmão, o frei Basílio Resende, mas só um me deu uma grande ajuda e eu não o conhecia e nem ele me conhecia, mas ele foi aluno do meu irmão em Petrópolis. Este foi o frei Paulo, um capuchinho. Ele deve ter me dado aquela ajuda, porque foi aluno do meu irmão e o conhecia muito bem e, julgo que por isso ele me disse o que disse. Confessei com o frei Paulo por uma só vez e foi na Semana Santa de 1987 e após ele ter-me ouvido, quando relatei as minhas experiências de vida, vividas após o famoso Janeiro de 1980, ele me disse assim: “Vou lhe dar um conselho, mas antes vou lhe dizer que fui aluno do seu irmão em Petrópolis e ele é uma pessoa fora de série, continue nessas suas buscas e pesquisas para você ter idéias claras e concisas, pois a Igreja não sabe o que ensina para a gente” (2).
Complementando: Digo ainda que esse diário está me dando um grande auxílio, pois estou entendendo melhor a situação de muitos santos e santas, que nascem para ajudar a própria Igreja C. A. Romana a encontrar o verdadeiro caminho do AMOR e da PERFEIÇÃO, mas enquanto eles estão entre nós são vigiados e até debochados por muitos membros da hierarquia, como aconteceu com muitos santos e santas”.
Escrevi nas páginas 58 e 59: Concordei inteiramente com os registros sobre as três (3) coisas, que impedem a alma de se beneficiar da confissão ou do auxílio de um orientador espiritual. Eles não foram preparados para ouvirem e aconselharem às santas almas. As três coisas são: 1ª) Sinceridade e franqueza. 2ª) Humildade e 3ª) Obediência.
E o pior de tudo é o descaso ou a omissão que se nota por parte dos membros da hierarquia da Igreja e, depois da morte, eles mesmos trabalham para a canonização dos futuros santos. (D. 644: “E se o Padre me disse que se trata de uma heresia, tenho que me afastar da Igreja?”).

Teologia da Libertação - Papa Bento XVI

VIII – Papa Bento XVI e a Teologia da Libertação.
O Sumo Pontífice citou “Deus” como o último recurso e que está sempre ao nosso lado e à nossa disposição. A grande e assustadora verdade é, de verdade, que o Sumo Pontífice não sabem quem é Deus. Deus, para o papa Bento XVI continua sendo um mistério e que só perdoou o gênero humano porque alguns homens pregaram Jesus na cruz e vendo o sangue derramado, perdoou... Isso nunca foi AMOR, PERFEIÇÃO e BONDADE.
Realmente o ser humano torna-se integral por meio da compreensão e conquista da Verdade, tornando-se uma representação viva da caridade. É isso o que ensina a TL.
Uma das bases da Teologia da Libertação está no unitarismo, pois o homem, o indivíduo deve ser respeitado e viver de forma integral. Veja no item 15 (6a): “pois, a Jesus Cristo, que nos ama, interessa o homem inteiro”.
Tradição (Itens 10; 11; 12 e outros: 6a) – O papa, quando cita São Paulo, Gregório Nazianzeno, Santo Agostinho e São Tomás, deixa claro que a evolução do conhecimento é uma eterna busca da perfeição e da sabedoria de cada ser criado, mas também fica claro que desconhece a Verdade nua e crua.
A Tradição da fé apostólica é algo importantíssimo sim, mas é também muito perigoso, pois os “erros” do passado continuam sendo ensinados como “verdades indiscutíveis”. O papa Bento XVI está preso ao passado, pois os primeiros teólogos cristãos e todos os autores bíblicos, que por ignorância criaram a Bíblia como um conjunto de livros sagrados e assim ficaram “cegos” para ver que Deus é o verdadeiro libertador e respeita plenamente a liberdade de todos. Citar Santo Agostinho é continuar com a aceitação enganosa e errada do passado.
“Pecado das origens: Pecado original” (Item 34: 6a) – Com essas citações fica muito clara, para mim, a falta que faz ao papa Bento XVI, a Teologia da Libertação. Ele precisa aceitar, compreender e divulgar a TL, pois o verdadeiro libertador é Deus. Agora Deus respeita sempre a liberdade e autonomia de todos os outros. Então para que Deus possa agir no plano físico (Teísmo) é necessário que o ser humano também deseje agir.
O mistério da fé é na realidade um grande engano e engodo do fundamentalismo religioso, que cega a todo crente, que ainda não entendeu a TL.
O Sumo Pontífice fala na verdade, mas a Verdade de verdade só será compreendida via Teologia da Libertação, pois a primeira atitude de quem é livre é compreender melhor a Verdade e entender, que aprendemos muitas coisas como verdadeiras e não o são. A verdade nos liberta de todos os ensinamentos dogmáticos e princípios bitoladores da nossa liberdade até pensar. O Sumo Pontífice ainda está preso a esses princípios.
A Teologia da Libertação surgiu como auxílio de ligação e entendimento entre o verdadeiro Reino de Deus e o progresso tecnológico, que se resume na união perfeita entre Religião e Ciência. Só com essa união será encontrada a solução verdadeira para todos os dramas e enigmas da humanidade.
Que ótima evolução do conhecimento, pois no passado a Igreja sempre se imiscuiu na política suja dos Estados. Até “guerras” (cruzadas) e “massacres” (albigenses), a Igreja já defendeu e fez. Veja o que foi escrito no item 9 (6a): “A Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados”.
Religiões: realmente são diferentes entre si, pois as religiões são fundamentadas nos ensinamentos de seus mestres, expressam as vontades dos indivíduos e estes não são iguais em atitudes e conhecimentos.
O Sumo Pontífice ainda não conseguiu encontrar a saída do labirinto criado pelos teólogos há séculos. Veja no item 19 (6b): “A caridade da Igreja como manifestação do amor trinitário”.
Mesmo que haja uma união perfeita entre dois espíritos, sempre continuará a existência dos dois espíritos. Esse versículo, como muitos outros, de São Paulo é sofista e nunca deixa que a Verdade seja compreendida. Ver no item 10 (6b): “Aquele, porém, que se une ao Senhor constitui, com ele, um só espírito (1Cor 6,17)”.
Eis aqui uma grande verdade, pois a salvação é autoredentora e não heteroredentora. Veja no item 25 (6c): “O homem não poderá jamais ser redimido simplesmente a partir de fora”.
Caridade é doação e não recepção. Amor é doação e recepção. Os problemas na realidade não são frutos da globalização, mas dos sentimentos egoístas de indivíduos e de grupos de indivíduos.
Caridade é o ato de fazer algo de bom com bens próprios ou ação para outros de uma forma irrestrita e sem esperar nada em troca. A caridade está acima da justiça e quem julga tem que ser justo e tem que cumprir a lei. A caridade na verdade está acima da lei e não julga.
Por que você, Bento XVI, não fez isso com o teólogo Leonardo Boff! Sua atitude sem diálogo com o Boff prejudicou a compreensão da verdade via Teologia da Libertação, pois a verdade realmente liberta. Veja o que foi escrito no item 4 (6a): “Sem a verdade, a caridade acaba confinada num âmbito restrito e carecido de relações; fica excluída dos projetos e processos de construção de um desenvolvimento humano de alcance universal, no diálogo entre o saber e realização prática”.
Penso que o Sumo Pontífice não é uma pessoa adequada para falar em “liberdade responsável”, pois ele não aceitou a liberdade de outros, como foi o caso do teólogo Leonardo Boff e a Igreja nunca aceitou a liberdade religiosa dos outros povos por muitos séculos. Veja no item 17 (6a): “Somente se for livre é que o desenvolvimento pode ser integralmente humano; apenas num regime de liberdade responsável, pode crescer de maneira adequada”.
O Bento XVI fala em missão profética dos seus antecessores, como também da dele. E por que os papas deixaram a Igreja agir com vilezas e maldades durante quase 15 séculos, desde o século IV até ao século XIX?
O Sumo Pontífice fala sobre a Verdade e cita o relacionamento das Pessoas da Trindade na única Substância divina e se perde no “confuso labirinto criado e imposto” pelos teólogos com relação a Deus, que é Único e Uno. Ele confunde Deus com a Espiritualidade, que é o conjunto de todos os espíritos e ou com o conjunto cósmico, no qual tudo está contido e nada existe fora dele.
O papa Bento XVI fez uma análise fantástica do progresso, que é fruto do conhecimento e que tanto pode ser usado para o bem de todos ou não.
Gostei dos artigos desta Encíclica (6d) do Bento XVI sob a forma de Motu Proprio Summorum Pontificum e a liberdade de ação e de culto aqui exposto deverá ser estendida também no processo de busca da Verdade, que liberta (Jo 8,32). Quero ressaltar o caso do arcebispo Lefebvre, quando o mesmo juntamente com os seus seguidores, queria continuar celebrando a “liturgia” conforme o Missale Romanum, antes do Concílio do Vaticano II, o qual foi tratado com muito mais amor e compreensão pelo papa Bento XVI do que pelos antecessores dele. O arcebispo Lefebvre e os companheiros dele foram até excomungados e essa sim não foi uma atitude cristã, ética e perfeita.
Veja no item 37 (6b): “Mas quem pretender lutar contra Deus tomando como ponto de apoio o interesse do homem, com quem poderá contar quando a ação humana se demonstrar impotente?”. O papa Pio IX fez isso quando criou o dogma de 1870. Ele se considerou superior a Deus, pois só Deus é infalível.
Veja no item 48 (6c): “Então terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal”. OK, pois a salvação ou a redenção é pessoal, individual e não coletiva. Agora quem nasce do alto, é porque já desceu do alto e cria dentro de si (animismo) uma imensa vontade de ajudar que os outros também conquistem suas redenções ou salvações. Cada SER é o único responsável pela sua própria salvação, pois se um SER fosse salvo por outro, então não haveria mérito próprio e assim a felicidade nunca seria plena.
O Sumo Pontífice fala da e sobre a Fé, mas ainda não conseguiu explicar com clareza e lucidez a grande vitória de Jesus, que começou a ensinar a libertação para o povo dos mandamentos, que só traziam o povo aprisionado às vontades dos líderes religiosos, que desconheciam a bondade de Deus e a libertação, que estava ao alcance de todos.

Teologia da Libertação - Boff

VII - Boff:
Entre os vários livros e artigos do Boff, que li o primeiro me foi emprestado pelo meu irmão Antonino, cujo título era: “Além da Morte”, se não me engano. Lembro de que o assunto que mais me interessava em função do título e do capítulo foi também o que mais me decepcionou, pois ele apenas citou algumas frases do teólogo Santo Agostinho, que morreu no ano de 430. O que ficou claro é que o grande teólogo da Libertação estava ainda bitolado teologicamente no início do V século da Era Cristã.
O Boff não conseguiu ver e nem entender as artimanhas dos inimigos de Jesus e da Igreja e confundiu tudo. Inicialmente, ele, o Boff, descumpriu os votos solenes, que fez, quando começou a atacar e até a caluniar seus superiores, a quem ele prometeu obediência, pois o papa é o superior maior de todo católico e, principalmente dos religiosos católicos como são os franciscanos (vide o livro: “Igreja Carisma e Poder”).
O Boff deveria se humilhar como fez Pierre Teilhard de Chardin, quando deixou as cátedras europeias e foi para a China ser missionário de simples católicos, pois ele não aceitou o segundo pedido de “silêncio obsequioso” em 1992, como já tinha aceitado em 1985, mas deixou a hierarquia da ICAR, deixando também a TL órfã, pois ele era o seu principal defensor. A teologia do Boff é colorida, primeiro foi da cor vermelha do marxismo ateu e do PT, quando não soube diferenciar a doutrina social da ICAR, da ideologia marxista ateia e tirânica, e, agora é o verde do PV. Após deixar a hierarquia foi parar no meio dos ecologistas, que o receberam de braços abertos, mas como não entende nada de ecologia, misturou tudo com sua colorida teologia. Atualmente ele apóia politicamente aos defensores da descriminalização do aborto. O Boff ainda está preso nos princípios bitoladores da Doutrina Católica, porque ele entendeu a TL numa ótica exotérica e não esotérica.
Escrevi uma 2ª carta para o Boff no dia no dia 05/05/1997, após ter lido e ficado mais decepcionado ainda com outro livro dele: “Brasa sob Cinzas” (8), onde ele defendeu “sexo livre” (vide páginas 20 e 21). Quando o frei Basílio leu os trechos onde ele defendeu o sexo livre, o Basílio perdeu a compostura e falou assim: “Eu duvido que ele não fez nada. Quando ele pediu a licença à Roma das ordens sacerdotais, foi um grande alívio para todos, pois toda a hierarquia sabia que ele vivia maritalmente com a secretária dele”.
Neste livro ele não condena o terrível e vil voto guerreiro Jefté! Ele deveria condenar e até explicar a grande ignorância do líder político religioso de Israel. Jefté fez o que hoje chamamos de magia negra, pois sacrificou a própria filha (Jz 11, 39). Se hoje é crime e errado, no passado também o era. Mas o Boff defende e diz que o choro das amigas da jovem não foi pela ignorância do pai em cumprir o voto vil e criminoso, mas porque uma jovem morreu virgem. Relação sexual por relação sexual nunca foi AMOR. O adultério foi condenado por Jesus até pelo pensamento (Mt 5,28).
Comprei, li e estudei o livro “Consciência Planetária e Religião – Desafios para o século XXI ” (9) porque o Boff o citou no artigo do jornal O TEMPO do dia 04/09/2009, quando escreveu sobre a filiação da Marina Silva no PV.
No livro “Espiritualidade - um caminho de transformação”, o teólogo Leonardo Boff confunde o Espírito de Deus com a “Espiritualidade” (7), que é o conjunto de todos os espíritos, inclusive Deus e ou com o imenso conjunto cósmico, que é o TODO e no qual tudo está contido. Após ler esse livro ficou claríssimo, para mim, a falência do Boff como um verdadeiro teólogo e defensor da Teologia da Libertação e até como mestre.
Após ter lido o livro: “Lembranças de minha vida” (5), do cardeal Joseph Ratzinger deu para entender um pouco do drama existente entre o cardeal Joseph Ratzinger e o teólogo Leonardo Boff. Hoje dou razão ao papa Bento XVI, pois realmente o Boff estava errado quando não conseguiu ver a diferença entre a doutrina social da Igreja e do Evangelho com a ideologia enganosa do comunismo marxista ateu.
O Boff deveria se humilhar e aceitar o 2º pedido de silêncio por Roma e ai iria ter tempo para reconhecer que a Teologia da Libertação é para todos e não só para os pobres. A libertação também só acontece via conhecimento e compreensão da verdade (João 8,32 e 16,12 a 15).
O Boff deveria estudar e entender bem a epístola de Paulo a Filêmon, pois isso iria ajudá-lo a entender com clareza a Teologia da Libertação. Ele, como franciscano, era um verdadeiro comunista, pois os franciscanos por livre e espontânea vontade renunciam a tudo e fazem os votos solenes de castidade, pobreza e obediência, vivendo assim num verdadeiro sistema comunista, pois tudo entre eles é comum. Ele não conseguiu separar a verdadeira doutrina social da Igreja, que é evangélica e até comunista, pois no início os cristãos tinham tudo em comum (Atos 2, 44 e 45) da enganosa e traiçoeira ideologia do marxismo ateu, que nunca foi comunista, mas sistemas de governos tirânicos, que tomavam tudo de todos e tudo pertencia ao Estado. Agora o “Estado” era de uns 5 a 10% da população, que reinava com o poder de vida e morte sobre todos os outros 95 a 90% da população, que eram apenas escravos ou mesmo servidores do Estado.

Teologia da Libertação - A História de cada um

VI - A História de Cada Um: A minha história
Cada ser humano tem a sua história e eu também tenho a minha. Cada ser humano nasceu numa certa família no seio da humanidade e aprende, inicialmente com a vida e o exemplo de seus pais. Depois vai aprender conforme a crença de seus pais.
O desenvolvimento de cada pessoa é algo sempre individual. Quando um SER consegue o seu desenvolvimento (sua salvação ou libertação), ele passa para os outros como foi que conseguiu sua salvação ou redenção, divulgando assim o caminho que trilhou. Para ser realmente livre o homem integral tem que conhecer e entender a verdade, se autoconhecer e até tem que conhecer a verdade sobre Deus, acabando com todos os mistérios.
Na constante busca e compreensão da Verdade, que é um somatório de verdades individuais e coletivas tudo o que cada um aprende ele pode ou não transferir para a posteridade. No campo científico, seja nas ciências exatas ou sociais, fica mais fácil provar e comprovar o que foi descoberto. No campo religioso o processo fica mais complicado, pois assuntos religiosos ou teológicos são fundamentados em experiências e vivências místicas, que têm características bem individuais e até anímicas, e, isso nunca pôde ou pode ser provado ou comprovado conforme os conhecimentos científicos, pois até com um único individuo existem vivências, que nunca se repetem.
É normal também que os filhos mais novos sigam o caminho aberto pelos mais velhos, isso também aconteceu comigo. O meu primeiro irmão a ir para o Seminário Seráfico Santo Antônio foi o segundo mais velho e em 1945, exatamente no ano do meu nascimento. E para o mesmo seminário foram mais 7 irmãos e eu fui um deles. Fui para o seminário em 1957, época em que quase todas as celebrações litúrgicas da Igreja eram em latim. No ano de 1958, com a eleição do novo papa João XXIII, que já era um velho cardeal, iniciou-se profundas mudanças no seio da Igreja, pois o novo papa foi o responsável pelo Concílio do Vaticano II. Mudanças radicais começaram a acontecer e o latim foi sendo eliminado das celebrações litúrgicas. O que antes era o certo e correto passou a ser considerado como não certo e aconteceu até um cisma por intermédio do ultraconservador, o bispo Lefebvre, juntamente com os seguidores dele.
Em Janeiro de 1980 comecei a viver experiências novas (místicas, conforme para a Igreja, ou paranormais, conforme a parapsicologia), que não foram entendidas pelo frei Patrício, que ele foi meu professor por 6 anos (1958 a 1963), sendo que em 3 dos quais ele ainda foi o meu padre espiritual. O frei Patrício me falou assim no dia 11/01/1980, por telefone e pessoalmente: “Li tudo o que você escreveu e não há nada de novo, é só problemas da atualidade. Você precisa é de psiquiatra e não de padre”.
Também o meu irmão padre, o frei Basílio, não entendeu bem o que acontecia comigo, pois tivemos também um diálogo no dia 11/01/1980 e ele passou a noite na minha residência. No dia 12/01/1980, ele tomou a decisão de me levar à Clínica Pinel, que fica na Pampulha, BH.
As atitudes do frei Patrício e do frei Basílio foram muito benéficas para mim, pois, em função do que eles fizeram comigo, eu fiquei completamente livre da orientação deles. Posso até dizer que fiquei livre das rédeas ou dos cabrestos deles.
Minha vida mudou-se completamente, pois só eu tinha certeza absoluta que estava vivendo experiências semelhantes às dos profetas e de outros personagens bíblicos. Em Janeiro de 1980 comecei a receber intuições e revelações do “Espírito Santo”, mas basicamente ninguém entendeu nada. Tudo parecia loucura para todos. Tive que parar de lecionar na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, pois verdadeiramente eu não sabia o que estava acontecendo comigo e não recebi auxílio de ninguém.
Comecei a compreender melhor a Deus a partir de Janeiro de 1980 e quanto mais eu entendia menos era entendido por todos os outros. Em Agosto de 1983 passei a compreender o Mistério da Santíssima Trindade e Deus, o Espírito Incriado, tornou-se realmente UNO para mim (vide a 3ª carta (2) para o bispo Dom Célio, escrita em 29/01/2000 e a carta (2) para o Dr. Carlos Magno Ramos de 21/02/2000).
Os remédios psicofármacos, que me foram receitados por psiquiatras, não me permitiam mais pensar com liberdade e nem registrar mentalmente qualquer assunto, que lia. Houve um remédio, que até não me permitiu ler, pois à medida que começava a ler iniciava a ver umas asinhas pretas saindo das letras e logo via um borrão preto em toda a página.
Em Maio de 1982 tive que aceitar a entrar de licença médica no INSS, pois não dava mesmo conta de trabalhar por causa dos remédios psicofármacos, que são cadeias químicas, mas para os outros tudo era por causa da minha loucura ou doença mental. Fui aposentado por invalidez em 01/08/1985. Com a ajuda de uma amiga consegui voltar à ativa no dia 19/03/1986, mas antes tive que cancelar uma aposentadoria por invalidez em 10/02/1986. Completei 60 anos em 19/04/2005 e tive que aposentar, pois a empresa exigia o afastamento do trabalho para todos os funcionários sexagenários.
Tentei dialogar com vários padres e até com bispos, mas não consegui auxílio e compreensão de nenhum deles. Tomei conhecimento da Teologia da Libertação num curso para leigos sobre exegese da Bíblia em 1987 e assim pude me compreender melhor, como também compreender o que tinha que fazer aqui.
A partir de 1988 comecei a escrever para muitas pessoas, principalmente para membros da hierarquia da Igreja (2). Aqui vou divulgar apenas a carta introdutória da apostila, que enviei para os 8 cardeais brasileiros nos 1º trimestre de 2001:
“Belo Horizonte, 21/29 de Março de 2001.
Sua Eminência Cardeal... ...
Desejo-lhe muita paz, muita luz e muita liberdade para poder pensar livremente, pensando assim no já pensado e encontrar a VERDADE verdadeira. A Verdade Absoluta nos é apresentada sob o segredo do mistério e o medo do inexplorável ou mesmo do infinito inatingível.
É muito sério o que tenho para dizer, Dom Cardeal, e o Senhor é um digno representante da hierarquia católica apostólica romana. Nem cheguei a fazer a profissão simples, pois o noviço Frei Aloísio Resende ofm saiu do Convento de Santa Maria dos Anjos em 1966, Betim, MG, às vésperas da profissão simples.
Estou enviando-lhe todo este meu trabalho, como também o estou remetendo para os outros 7 Cardeais brasileiros, porque não posso e nem aceito ser omisso. Esta minha atitude é porque o assunto é realmente muito sério e não quero forçar a presença de algum intérprete ou tradutor, que não mereça a minha confiança e não seja plenamente fiel a quem me ajuda. Se eu o enviasse aos “outros” cardeais, que não são brasileiros, obrigaria que terceiros tomassem conhecimento de tudo o que estou apresentando.
Na minha carta (2) de 02/09/1989, que enviei para a Sua Santidade, o Papa João Paulo II, escrevi assim, quando sintonizei pela 1ª vez com Deus-Pai-Mãe e com Jesus de Nazaré:
a) “5º) No dia 12/04/1984, ali pelas 15,30 horas quando também sintonizou comigo o próprio DEUS-PAI... Era o infinito tornando-se finito ou o finito tornando-se infinito... Era o impossível sendo possível”.
b) “6º) No dia 20/11/1984, DEUS-PAI tornou-se DEUS-PAI-MÃE, outra emoção indescritível, pois o mistério da VIDA tornava-se limpo e claro... Isto é: sem nenhum mistério mais”.
c) “3º) Em 25 e 26/11/1983, quando Jesus sintonizou comigo pela primeira vez... O sentimento foi indescritível... Era viver de corpo e alma no céu ao lado de Deus... na presença de Deus”.
O “Espírito Santo”, que fez do meu corpo uma morada para Ele, orientou-me para tomar esta iniciativa, pois não podemos ser omissos e temos que trabalhar já que o Pai trabalha. Jesus já nos ensinou e orientou:
“Meu Pai trabalha até agora e eu também trabalho” (Jo 5,17).
Pela seqüência das cartas (44), todo o objetivo do meu trabalho e a minha identidade cósmica vão sendo revelados. O meu preço é a PAZ PLENA na terra inteira.
Espero contar com a sua ajuda e compreensão. O mesmo espera de sua Eminência o “Espírito Incriado”, que é Deus-Pai-Mãe e que nos respeita com plenitude, pois se assim não o fosse Ele não seria DEUS.
Um grande abraço de quem queria seguir “o próprio passado”, sem ter tido uma ótima compreensão do presente e o que não permitiria o cumprimento do planejamento para o futuro, que era o encontro da VERDADE e a sua divulgação. Rosário Américo de Resende.

Teologia da Libertação - Paz Plena

VI - Paz plena:
Quando todos os líderes políticos, econômicos e religiosos forem altruístas e trabalharem para a harmonia e a PAZ, o terror e as guerras serão coisas apenas históricas. O Reino de Deus só será implantado na Terra via entendimento e divulgação da Verdade, que liberta e da plena fidelidade em tudo: isso tudo é a Paz Plena.
“Nova Jerusalém”: é o tempo da PAZ PLENA. O tempo ou a hora certa para a realização das profecias de paz do profeta Isaías chegou, que é também a implantação do Reino de Deus ou dos Céus entre nós, como Jesus nos ensinou a rezar no Pai-Nosso (Mt 6,10).
Todo ser humano deseja viver bem e livre de imposições alheias, seja de pessoas ou do Estado natal ou conquistador. Esse desejo de ser livre é fruto do Projeto da Criação de Deus, no qual todos serão livres e perfeitos. Toda liberdade individual para ser perfeita exige ou implica o respeito à liberdade do outro e de todos os outros. Como os indivíduos vivem em sociedades e nem todos são perfeitos, então se torna necessária a criação de “leis” para regular a VIDA em comum entre todos.
A sociedade por sua vez necessita de uma hierarquia, onde são criadas as leis para que os direitos e deveres de todos sejam respeitados e cumpridos. Para haver PAZ entre todas as sociedades não podem ser geradas disputas entre elas, então tem que existir um sistema direcionador e harmonizador de toda a Sociedade Terráquea: Governo Central da Terra.
A solução verdadeira e definitiva só virá por meio da Verdade, que liberta (Jo 8,32), do AMOR e da compreensão de quem é Deus. Todos querem viver em paz (profecias de Isaías) e viver a vida com abundância (João 10,10), e, Jesus nos ensinou e até mandou que amássemos uns aos outros.
A globalização é o caminho para implantar na Terra a Paz Plena, como já foi profetizada pelo o profeta Isaías há quase 3 mil anos. E para a grande e absoluta vitória da paz deverá haver na Terra uma administração centralizada ou única.
O objetivo do Bem pode ser individual e ou coletivo. O bem coletivo nunca pode sufocar o bem individual. Agora o indivíduo pode renunciar o seu bem individual em prol do bem coletivo. A meta maior de todo SER criado é a conquista de sua perfeição com a plenitude de sabedoria e depois trabalhar em prol da perfeição de todos.
A grande solução é a compreensão da Verdade e do próprio ser humano, pois na realidade tudo depende do nível evolutivo do indivíduo, pois seres (indivíduos) evoluídos são seres altruístas e humanistas e já deixaram o egoísmo para trás. Os seres evoluídos são protetores da VIDA, desde o inicio na fecundação e até a vitória final na libertação do espírito.
O AMOR para ser vivido, humanamente falando, tem que existir o outro.
A importante e decisiva solução para todas as comunidades existentes no Planeta é a implantação da “Paz Plena” por meio da compreensão da Verdade e do próprio ser humano. Havendo paz não haverá a necessidade dos fabulosos os custos, gastos e investimentos em torno das guerras e da manutenção do próprio estado de guerra entre os países. Esses fabulosos recursos serão utilizados para o BEM COMUM e até com drásticas reduções dos impostos sobre os bens básicos e essenciais à VIDA para todos. Estamos vivendo o momento da profecia de Jesus, que está em Mateus 5,4: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”.

Teologia da Libertação - Marxismo Ateu

V - Marxismo Ateu:
O marxismo é ateu, então nenhum teólogo poderia unir-se com os marxistas. Joio e Trigo não se misturam. O Joio só utiliza do trigo enquanto o mesmo lhe seja útil. A ideologia marxista é ótima, mas a prática nada tem a ver com a teoria.
Os líderes marxistas foram lobos humanos, que usaram das classes pobres para tomar para eles aquilo que os ricos tinham, mas deixando os pobres sem terem o direito de ter alguma coisa.
A prova e comprovação da vileza do marxismo ateu foram o roubo ou a usurpação do nome “comunismo” (At 4, 32) do cristianismo nascente e verdadeiro para enganar a todos: “Todos os que tinham abraçado a fé reuniam-se e punham tudo em comum, vendiam suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos, segundo as necessidades de cada um” (Atos 2, 44 e 45). Os cristãos partilharam sim os seus bens, mas com total liberdade e bondade de coração, o verdadeiro comunismo. O verdadeiro, honesto, puro, bom e perfeito comunismo está dentro de um convento franciscano.
O marxismo ateu fanatizou e enganou a muitos, inclusive a importantes e sábios teólogos.
O grande erro do Karl Marx foi o da visão puramente materialista, quando negou a existência do “espiritual” e de Deus. Marx esqueceu-se do principal: a liberdade do indivíduo. Todo indivíduo busca primeiro viver em liberdade e depois viver bem. Os marxistas impuseram suas vontades e tomaram tudo dos outros indivíduos e até a liberdade deles de poderem pensar de uma forma diferente. O comunismo marxista foi uma grande enganação, pois procurou equalizar a população por baixo, sob um rigorismo e severo controle dos líderes, que tinham tudo e até o direito de matar os que discordavam deles.
Os comunistas ateus eram contrários às propriedades particulares, mas apropriaram do Estado e tomaram tudo para eles (uns 5 a 10% da população). A ideologia marxista, que é ateia, nunca poderia ter sido aceita e apoiada pelos teólogos católicos, que defenderam a TL.
A exclusão de Deus foi um dos grandes erros do marxismo ateu, que foi apoiado por muitos teólogos cristãos da Teologia da Libertação e por isso eles caíram em outros erros. Ver no item 78 (6a): “Pelo contrário, o fechamento ideológico a Deus e o ateísmo da indiferença, que esquecem o Criador e correm o risco de esquecer também os valores humanos, contam-se hoje entre os maiores obstáculos ao desenvolvimento O humanismo que exclui Deus é um humanismo desumano”.
Os adeptos do ateísmo, às vezes, têm muito mais razão e lógica do que os adeptos do teísmo, que ficam perdidos no mistério sobre Deus. Falta a todos a verdade, que liberta (Jo 8,32).
Um erro cometido pelos defensores da Teologia da Libertação foi o de tentar unir a enganosa ideologia marxista ateia com a doutrina social da Igreja, baseada no Evangelho.

Teologia da Libertação - Igreja

IV - Igreja:
O povo de Deus é a soma de todos. No Reino de Deus, todos estão incluídos. Deus é Deus para TODOS e não só de “uns” pobres, excluídos ou não. Deus não faz a acepção de pessoas.
Os líderes religiosos de Roma têm que descerem de seus tronos de ouro, bronze e barro para ouvir seus iguais, que não estão em Roma e nem cegados ou inebriados pelo PODER de César. Roma esqueceu que Jesus disse: “Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10 45a). Eis um dos erros históricos da ICAR, pois os líderes religiosos quase sempre viveram com grandes mordomias e como príncipes, a pobreza era controlada por eles e isso agradava aos ricos, que não precisavam abrir mão de suas fortunas.
Falar do erro e da ignorância dos outros é muito fácil. O difícil é descobrir a Verdade! Quem fala em fé é porque está ainda vivendo na fase anterior a da Verdade e não compreende a Verdade, pois quem sabe, sabe e não mais tem apenas fé. A sabedoria e a verdade eliminam a fé, que apenas cega ou fanatiza e nada explica.
Fé e mistério: a base dupla da autoenganação de todo crente, pois ainda não conhece a Verdade, que liberta. Uma mentira dita muitas vezes e aceita como uma verdade, mas, que continua sendo falsa, deixa a todos numa grande confusão e a única saída é o MISTÉRIO da FÉ, pois a fé tornou-se uma forma de enganar a quem ainda não sabe.
Não existe a possibilidade de um diálogo verdadeiro entre “fé” e “razão”, pois a razão busca a verdade por meio da ciência e da Teologia da Libertação, já a fé cega o crente, que passa a aceitar princípios irracionais, que até impuseram a todos um “Deus” imperfeito, ciumento e tirânico, que só perdoou ao gênero humano porque viu o sangue de Jesus derramado na cruz.
Toda sociedade humana necessita de uma hierarquia e assim também é com a Igreja. Uma sociedade sem um chefe se desfaz ou se perde no meio dos desejos egóicos de cada um. A forma de hierarquia da Igreja é uma das mais perfeitas já criadas na história da humanidade.
A Igreja necessita de reformas, mas toda reforma advinda de baixo é um perigo. Jesus veio do alto para iniciar a reforma da Bíblia por meio do perdão e do AMOR irrestrito. A grande e principal reforma que é necessária: é o ensino da VERDADE, que liberta.
A Igreja nunca poderá abrir mão do casamento monogâmico e com plena fidelidade antes, durante e depois. Aquele que não aceitar, pode ser ajudado, mas não com outro casamento oficial, pois o sacramento do Matrimônio tem que ser indissolúvel.
A Doutrina Social da Igreja tem que proteger os pobres e excluídos, pois a estes são negadas as condições de serem “sujeitos” e “cidadãos”.
Jesus nos apresentou o Deus da VIDA, mas em quase todo o AT se vê um Deus da exclusão, da guerra e até da morte e foi a esse Deus, que a Igreja seguiu por muitos séculos. Basta estudar as conquistas de povos com apoio da ICAR no 1º milênio, as guerras das cruzadas, a inquisição e a destruição das culturas dos povos da América, após a mesma ser descoberta pela Europa e pela Igreja. Matar em nome de Deus: Esse foi o maior erro contido na Bíblia e feito pelos cristãos por quase 2 mil anos, mas também foi feito pelos judeus no AT.
Sofrimento humano: A Igreja em toda a sua história ficou muito presa e até bitolada aos sofrimentos de Jesus, o Mestre do Perdão e do Amor, e os teólogos da antiguidade, como os escritores dos Evangelhos e das Epístolas, criaram um sistema para justificar os sofrimentos humanos em função do que Jesus também sofreu.
O sofrimento nos primeiros séculos, quando os seguidores de Jesus foram perseguidos, primeiro pelos líderes judeus e depois pelo Império Romano, fez com que todos os pensadores cristãos passassem a vangloriar o sofrimento e a cruz como algo indispensável para o projeto da salvação individual e coletiva.
Jesus foi traído e condenado a morrer na cruz por influência dos teólogos contemporâneos a ele, porque passou a agir de uma forma não padronizada. A morte de Jesus na cruz foi consequência dos ensinamentos libertadores e esclarecedores, que ele trouxe, mas, que não agradaram aos líderes religiosos do Sinédrio Judeu. Atos semelhantes fizeram os líderes da Igreja durante quase 15 séculos, pois todos que tiveram a coragem de falar a verdade para a hierarquia da ICAR foram massacrados e até queimados vivos.
O sacramento da Eucaristia, que é incruento, comemora um sacrifício cruento e como se fosse necessário, exigido e aceito por Deus para que a humanidade alcançasse o perdão de Deus. Esse conceito de Deus foi muito imperfeito, pois considerou Deus como um tirano humano e sedento de sangue.
A Igreja, em si mesma, não é ninguém, então quem age são as pessoas, que são os elementos que compõem o conjunto Igreja. A Igreja é uma pessoa jurídica e só as pessoas físicas irão ser salvas.

Teologia da Libertação - TL

III - Teologia da Libertação ou Libertação pelo Evangelho.
Quando tomei conhecimento da Teologia da Libertação, por volta de 1987, pois tinha decidido a fazer um curso livre de exegese bíblica para leigos, vi e entendi rapidamente que tudo o que tinha aprendido em teoria e prática nos meus 9 anos de seminarista (1957 a 1966) e depois como leigo (1966 a 1987) era a forma mais clara, perfeita e pura da Teologia da Libertação, pois só por meio da TL é que podemos pensar e agir com liberdade, mas sempre com responsabilidade, respeito e amor para com todos. A TL foi um dos bons frutos do Concílio do Vaticano II, mas que foi considerada como heresia pela cúpula de Roma, que já dominaram quase toda a cúpula hierárquica da Igreja. Esta condenação foi fruto de mentes brilhantes, que confundiram a Teologia da Libertação com a ideologia do marxismo ateu e não conseguiram separá-la da Doutrina Social da Igreja. Teologia não combina com ateísmo.
Um grande erro dos teólogos da TL foi a “Opção Preferencial pelos Pobres”, que só causou e causa grandes dificuldades, lutas e ódio entre as classes, como divisões entre ricos e pobres. Eles fomentam lutas entre classes: Eis uma visão exotérica da TL. E quando um pobre assume o poder, logo só quer ficar rico, pois muda de lado. A TL deve sempre trabalhar para a união e harmonia entre as classes e os povos.
A TL busca a liberdade com respeito, ética, humildade e responsabilidade: a libertação verdadeira, nunca confundir libertação com libertinagem ou anarquia.
A Teologia da Libertação deverá ter como objetivo nos mostrar que Deus é o libertador de todos e para todos e que não causa prisão ou temor para ninguém. Deus não faz acepção de pessoas. Deus só se aproxima e se revela quando encontra a porta do coração aberta, mas também quando chega a hora certa, pois só Ele sabe realmente a hora certa.
A TL deve trabalhar para libertar o ser humano de todos os princípios ou ensinamentos, que bitolam a liberdade do ser humano até de pensar. A TL tem que buscar, explicar e ensinar a Verdade. A Verdade é libertadora e não castradora. A TL verdadeira e esotérica é para todos: ricos e pobres, chefes e subordinados, marginalizados ou não, sãos ou não, felizes ou não, justos ou não, sábios e ou ignorantes. A verdadeira libertação só virá via compreensão das verdades individuais e coletivas e só assim tornar-se-á possível esclarecer e ou entender a Verdade Absoluta.
Quem condenou a TL como heresia teve uma visão exotérica do assunto. Eu passei a ter uma visão esotérica da mesma, pois é realmente uma teologia de libertação e não de castração. E ninguém consegue toda esta libertação interior se não nascer de novo e não tiver descido do céu (Jo 3, 3, 7 e 13). E assim fui estudar mais ainda os Evangelhos e principalmente o 4º Evangelho. Ficou claro para mim, que o teólogo Boff, ainda não compreendeu a TL dentro de uma visão esotérica, pois ele ainda não se libertou do mistério da fé, ainda está preso no impossível e na teologia de sangue, como necessária para a redenção do gênero humano.
Posso dizer que nos versículos a seguir do Evangelho Joanino encontrei a base da minha atual Teologia, que é a Teologia da Libertação (ou Libertação pelo Evangelho, como me escreveu (2) o bispo Dom Karl Josef Romer em 07/02/2009) e que está nesses ensinamentos bíblicos do Evangelho Segundo São João:
“Veio para o que era seu e os seus não o receberam” (Jo 1,11).
“És mestre de Israel e ignoras essas coisas? Em verdade, em verdade, te digo: falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos” (Jo 3,10 e 11).
“Ele, porém, lhes disse: “Tenho para comer um alimento que não conheceis”. “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra”” (Jo 4,32 e 34).
“Meu Pai trabalha até agora e eu também trabalho” (Jo 5,17).
“O espírito é que vivifica, a carne para nada serve. As palavras que vos disse são espírito e vida" (Jo 6,63). “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).
“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).
“Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (Jo 9,5).
“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10b).
“Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais”. “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo 13,14, 15 e 34).
“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Vós sois meus amigos, se praticais o que vos mando”. “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que seu senhor faz; mas eu vos chamo de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu vos dei a conhecer. Isto vos mando: amai-vos uns aos outros" (Jo 15, 12, 14, 15 e 17).
“Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podeis agora suportar. Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à verdade plena...” (Jo 16,12 e 13a).
A Teologia da Libertação, que nos dá plena liberdade para pensar e falar, bate de frente com a Teologia Dogmática e a destrói, pois esta impõe princípios, que foram discutidos entre sábios teólogos, que defendiam pontos de vistas diferentes sobre algum assunto da Doutrina Cristã ou até mesmo sobre divergências teológicas. A criação dos dogmas foi a saída encontrada para colocar um ponto final em discussões por meio da decisão dum “LÍDER”, que até podia saber muito menos do que os outros.
No meu ponto de vista a reação da direção da Igreja em Roma contrária à Teologia da Libertação foi com relação à liberdade advinda da mesma e à forma inadequada assumida pelos teólogos, que defendiam e ainda defendem a TL por meio de uma visão exotérica.
Todos os seres humanos estão em busca da verdade, da paz e da libertação, mas para conseguirmos estes objetivos temos que conquistar a sabedoria, a pureza e a perfeição: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8) e “Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). E assim vamos compreendendo cada vez mais quem somos nós e quem é Deus. Deus quer o bem de todos. Deus respeita plenamente a liberdade de todos, então temos toda a liberdade de agir ou não agir.
Deus, em seu projeto criador, colocou como base para todos: a felicidade e libertação de todos, eis ai a Teologia da Libertação. Deus não perdoa, pois Deus é plenamente bom, perfeito, sábio, humilde e nunca foi ofendido. Deus não julga. Quem perdoa ainda não é perfeito, pois recebeu ofensa.
Os teólogos católicos só irão compreender a necessidade da reconciliação para com o semelhante (Mt 5,24) por meio da Teologia da Libertação e assim poderão viver e conviver bem com todos. A verdadeira libertação só virá por meio da Verdade, mas os bons e puros teólogos ainda temem a própria verdade e se escondem ou refugiam silenciosamente no mistério em torno de Deus.
Uma das bases da Teologia da Libertação está no unitarismo, incluindo corpo físico, aspecto emocional e espiritual. A TL é a própria porta para compreender si mesmo, a VERDADE e a DEUS. Realmente é preciso buscar uma soma perfeita entre Religião e Ciência, entre técnica e ética, entre o bem do indivíduo e o bem para todos. Isso só será bem compreendido com a aceitação, compreensão e divulgação da Teologia da Libertação e da evolução, onde o BEM deve ser a meta de todos e para todos.

Teologia da Libertação - Teologia

SÍNTESE de ESTUDOS SOBRE TEOLOGIA e Teologia da Libertação ou Libertação pelo Evangelho.
II - Teologia:
Teologia é o estudo sobre Deus e de Deus, como Deus não muda, então a Teologia não poderia ter recebido sobrenomes e o que muda e se aperfeiçoa é o nosso entendimento e conhecimento sobre Deus. Essa ciência se ocupa de estudar e compreender cada vez mais a Deus e aos atributos divinos. Teologia é uma palavra de origem grega.
Agora quando se pergunta a um teólogo algo sobre Deus e como Deus age, recebe-se quase sempre essa resposta: “Deus é um mistério e ninguém pode realmente compreender os desígnios de Deus”.
A ainda se ouve respostas, como a que me respondeu o teólogo e padre jesuíta João Batista Libânio em 01/11/1992 (2): “Antes de tudo, vale uma célebre afirmação de Santo Tomás: “o que afirmamos de Deus é sempre mais equivocado que correto, pois sabemos mais o que Deus não é do que ele é”. Em termos filosóficos, nosso conhecimento de Deus é analógico. Tem uma dimensão de inadequação. Assim quando falamos que Deus se ofende aplicamos a Ele uma expressão humana. E você mostrou muito bem o lado frágil e errado da afirmação. Mas há também um lado verdadeiro. Deus se ofende pode significar uma maneira de exprimir que todo pecado tem uma dimensão de ruptura de nossa relação com Ele”.
A Teologia cristã ficou muito aprisionada e bitolada aos conhecimentos e compreensões dos autores dos livros da Bíblia, que influenciaram aos primeiros teólogos cristãos.
Os teólogos criaram sistemas e rituais tentando padronizar os métodos para que Deus pudesse agir entre nós, mas foram os teólogos que ficaram aprisionados nos sistemas e rituais padronizados por eles mesmos.
Os estudos sobre Teologia se complicaram muito em função das divergências e até disputas entre os teólogos. Quanto mais importante ficava um teólogo, também as teses dele ficavam mais importantes e assim foram sendo criados os sobrenomes para a Teologia. Muitas vezes para por um fim às discussões foi necessário a criação de dogmas, encerrando de vez com as divergências claras e abertas, mas não com as ocultas e fechadas. Isso prejudicou a busca e compreensão da Verdade. Os teólogos confundiram e ainda confundem Deus com a “Espiritualidade” ou até mesmo com o imenso conjunto cósmico, no qual tudo está contido. Foi criado um mistério em torno de Deus.
A melhor forma de classificar os estudos teológicos seria de falar do “pensamento teológico deste ou daquele teólogo, ou até mesmo desta ou daquela corrente teológica” e nunca ficar colocando sobrenomes à Teologia. No livro (5): “Lembranças da minha vida” do papa Bento XVI, consegui catalogar 24 sobrenomes para a Teologia, que são: Católica, Científica, do Concílio, Cristã, do Direito Canônico, Dogmática, Eclesiástica, da Esperança, Fundamental, da História em Boaventura, Liberal, da Libertação, Medieval, dos Mistérios, Moral, do Novo Testamento, Ortodoxa, Pastoral, do Pensamento Alemão, Política, de Rudolf Bultmann, dos Santos Padres, Sistemática e Tradicional. Alguns nomes induzem a existência de muitos outros.
Quando falamos de Teologia estamos fazendo referências a Deus, que é um espírito perfeito (Mt 5,48), bom (Mc 10, 18) e puro (Mt 5,8), então para receber a presença de Deus tem que ter o coração puro e isso só acontece por meio da pureza e fidelidade plenas em tudo. Onde existem perfeição e bondade não podem existir guerras e lutas entre classes.
Os teólogos cristãos transformaram Deus num terrível tirano sanguinário, pois só perdoou ao gênero humano, após o cruel ato de alguns terem matado a Jesus, pregando-o numa cruz.
A Teologia dos teólogos não é libertadora, pois se tornou uma ciência opressora do SER HUMANO. A Teologia ao invés de deixar que Deus agisse com liberdade impôs e impõe princípios padronizados para Deus. Como Deus respeita a liberdade de todos, então se criou um labirinto que só Deus mesmo poderia mostrar a saída, como aconteceu nos anos de 1983 e 1984, mas até agora os teólogos não entenderam nada ou silenciam com medo de entender aquilo, que não querem entender.

Teologia da Libertação - Deus

SÍNTESE de ESTUDOS SOBRE TEOLOGIA e Teologia da Libertação ou Libertação pelo Evangelho.
I - Deus:
Deus é o Espírito Incriado e o primeiro Criador, que deu o início à criação do nada absoluto.
Deus é espírito (Jo 4,24) perfeito (Mt 5,48), bom (Mc 10, 18) e puro (Mt 5,8), que ama imensamente a todos. Quem fala em mistério, referindo-se a Deus, é porque ainda não conhece a Verdade. Deus não faz opção ou acepção de pessoas.
Deus, antes de iniciar a criação, planejou tudo, respeitando plenamente a liberdade de todos, até daqueles, que iriam fazer planos contrários ao plano dEle, mas que nunca seriam completamente realizados. No plano de Deus está incluso que todos irão ser perfeitos no futuro; isto é: todos irão alcançar a salvação.
Deus é onisciente e onipotente, ele dirige tudo no Cosmo, mas respeita plenamente a liberdade e a vontade de todos. Deus tem sabedoria e bondade infinitas.
Quando chega o momento exato Deus aproxima e liberta um SER HUMANO de tudo o que o prende e que bitola a sua liberdade plena e absoluta. O SER para se libertar tem que ter o nascimento do alto (Jo 3,3 e 7), pois só assim fica em condições de entender a verdade, que liberta (Jo 8,32).
O Deus do AT nos é apresentado com os mais vis erros dos tiranos humanos. O Deus bíblico só perdoou o “pecado” da desobediência de Adão e Eva depois de ver o sangue de Jesus derramado na cruz: essa não é uma atitude de um ser perfeito.
DEUS é o ETERNO PRESENTE. O verdadeiro libertador de todos os ensinamentos sofistas é o próprio SER com auxílio do Espírito de Deus.
Mistério da Trindade: Quem começou a defender esse mistério foram pessoas com conhecimentos incipientes sobre de Deus e o mistério para eles foi aceito como algo definitivo e por isso o mistério permaneceu como mistério por muitos séculos. Os teólogos confundiram a procriação humana com a criação de Deus e criaram o dogma do Deus Uno e Trino. Mas, como toda ignorância chega ao fim, esse mistério também teve o seu fim. Deus é apenas a 1ª pessoa do Mistério da Santíssima Trindade criado pelos teólogos cristãos.
Deus se revela sim, mas também existem as revelações de outros espíritos. O problema então fica na condição e na capacidade de diferenciar as revelações por aquele, que as recebe. As revelações de Deus acontecem, mas só quando chegam as horas certas e também quando os profetas já estejam preparados. Só Deus sabe a hora certa de se revelar.
Quem defende que Deus desejou ou deseja ser cultuado, ainda não sabe quem é o próprio Deus. O culto e a adoração a Deus põem em destaque os líderes religiosos como representantes de Deus, mas Deus mesmo não exige e nem deseja ser cultuado.

Teologia da Libertação - 2

Apresentação
A Teologia não pode receber “sobrenomes”, pois isso só dificulta a todo aquele que deseja encontrar e compreender a Verdade, que liberta (João 8,32).
Agora ninguém pode negar que a Teologia, na história da humanidade, já recebeu muitos “sobrenomes”, uns libertadores e outros bitoladores ou castradores da liberdade até de pensar.
No livro: “LEMBRANÇAS DA MINHA VIDA”, do Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, consegui catalogar 24 sobrenomes para a Teologia, que são: Católica, Científica, do Concílio, Cristã, do Direito Canônico, Dogmática, Eclesiástica, da Esperança, Fundamental, da História em Boaventura, Liberal, da Libertação, Medieval, dos Mistérios, Moral, do Novo Testamento, Ortodoxa, Pastoral, do Pensamento Alemão, Política, de Rudolf Bultmann, dos Santos Padres, Sistemática e Tradicional. Alguns nomes induzem a existência de muitos outros.
A Teologia é o estudo sobre Deus e como Deus é Único (Uno. Dt 6,4), então a Teologia nunca poderia ter recibo sobrenomes.
Eis uma grande verdade, pois a salvação é autorredentora e não heterorredentora. Veja no item 25 da Encíclica Spe Salvi sobre a Esperança Cristã o que escreveu o papa Bento XVI: “O homem não poderá jamais ser redimido simplesmente a partir de fora”. Ensinamento, com o qual concordo, pois é o que está em Deuteronômio 24,16: “Os pais não serão mortos em lugar dos filhos, nem os filhos em lugar dos pais. Cada um será executado por seu próprio crime” e também Jeremias 31,30: “Mas cada um morrerá por sua própria falta. Todo homem que tenha comido uvas verdes terá seus dentes embotados”.
Cada teólogo está ligado ou subordinado a algum grupo religioso e cada grupo religioso pode ser independente ou pertencer a alguma Religião constituída, como a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR).
Explicando melhor digo que os “sobrenomes dados à Teologia” devem ser entendidos como “o pensamento teológico deste ou daquele teólogo”, como também “deste ou daquele agrupamento de pessoas e até também desta ou daquela Religião.
Até hoje o melhor sobrenome que encontrei para a Teologia foi o da Libertação e agora vou lançar mais um sobrenome: “A Teologia da Verdade” (João 8,32), que para muitos teólogos defensores da “Teologia da Libertação” será uma heresia, pois os defensores da Teologia da Libertação não poderiam colocar como base da TL a opção preferencial pelos pobres (OPP).
Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10, 17; At 10,34 e Tg 2, 9). Deus trata a todos, maus e bons, justos e injustos de uma forma igual (Mt 5,44). Também está profetizado no Apocalipse, que no futuro, todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, irão ser tratados da mesma forma (Ap 13, 16). A Teologia da Verdade irá trabalhar em prol da grande harmonia entre todos os seres humanos, para que seja implantado no seio da humanidade o Reino de Deus, como Jesus nos ensinou a pedir na oração do Pai Nosso (Mt 6, 10).
Já trabalho em torno da Verdade desde Janeiro de 1980 e em função desta minha busca e trabalho, para o qual não consegui ainda nenhum companheiro, consegui fazer uma ponte entre Teologia e Matemática, que é uma Ciência Exata, fazendo a união entre Religião e Ciência.
Rosário Américo de Resende
Belo Horizonte, 09/06/2011

Teologia da Libertação

A Teologia da Libertação abre todas as portas internas do ser humano para a busca e compreensão da Verdade, que liberta (João 8,32), pois também destrói todo tipo de medo para com o passado, presente e futuro.
A Teologia da Libertação destrói as bases da Teologia Dogmática, que impôs e tenta impor princípios irracionais tidos como verdadeiros.
A Teologia da Verdade é aquela que, além de mostrar a Verdade, confirma e comprova tudo pela lógica da razão fundamentada nos princípios da Matemática, que é uma Ciência Exata, e assim acaba com todo tipo de fé (cega, racionalizada e raciocinada), pois fé é a fase antes de tomar o conhecimento perfeito do assunto.
A Teologia da Verdade nos apresenta a Deus com toda bondade, perfeição e sem nenhum mistério. (10/06/2011).